Pré-sal valoriza aeroportos a serem concedidos

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Expectativa é de crescimento dos aeroportos do litoral, em especial em Itanhaém, com a expansão das operações de com as plataformas de petróleo por helicópteros

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Dois dos aeroportos mais movimentados pela aviação executiva em São Paulo devem ser administrados pela iniciativa privada. A Secretaria de Aviação Civil, comandada pelo ministro Moreira Franco, autorizou a concessão de cinco aeroportos hoje administrados pelo Estado. Três deles ficam no interior, a no máximo 100 quilômetros da capital: Campinas, Jundiaí e Bragança Paulista. Outros dois, estão no litoral: Ubatuba e Itanhaém. Jundiaí é considerado uma alternativa à capital, que sofre com a superlotação e com as restrições em razão da disputa de espaço com a aviação comercial. Amarais, em Campinas, também tem grande movimento. O problema de ambos é a dificuldade de expansão física. Por outro lado, devem receber obras que melhoram a capacidade de operação.

A expectativa é de crescimento dos aeroportos do litoral, em especial em Itanhaém, com a expansão das operações de offshore (ligação do continente com as plataformas de petróleo por helicópteros), principalmente com a exploração da camada do pré-sal. Ambos têm espaço físico para expansão, principalmente Itanhaém, onde as medidas da pista já são semelhantes às do aeroporto Santos Dumont, no Rio. A Petrobras já está construindo um hangar exclusivo no local, assim como a Líder, uma das principais empresas de aviação a oferecer serviços para o setor de gás e petróleo. A prefeitura de Itanhaém negocia com as companhias áreas para que o aeroporto passe a receber também voos da aviação comercial. O Guarujá também sonha com a expansão dos voos de offshore e a aviação comercial no aeroporto que ficará na Base Aérea de Santos.

PDT trabalha para ter candidatos

Os pedetistas ainda sonham com a possibilidade de lançar o senador Cristovam Buarque candidato à Presidência. O desejo, aparentemente, não empolga o próprio indicado. O PDT trabalha para ter candidatos próprios em estados importantes como Rio Grande do Sul, São Paulo e Distrito Federal. Os nomes são, respectivamente, dos deputados Vieira da Cunha, Major Olímpio e Reguffe.

Reforma política é prioridade do MST

As eleições presidenciais não são a prioridade política para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para este ano. Segundo Alexandre Conceição, da coordenação nacional do grupo, os sem-terra avaliam que dificilmente conseguirão mudar o equilíbrio de forças dentro do Congresso Nacional, hoje amplamente favorável aos ruralistas, que têm uma bancada com cerca de 180 deputados. “Vamos trabalhar pela dezena de parlamentares que nos apoiam”, diz. O foco será a coleta de assinaturas para o plebiscito popular em defesa de uma assembleia constituinte exclusiva para a reforma política, campanha feita com outros 38 movimentos populares e partidos políticos de esquerda, inclusive o PT.

Homenagem a ativista

O advogado Pedro Yamaguchi Ferreira passou a dar nome a uma estrada vicinal em Águas da Prata, cidade no interior paulista onde nasceu seu pai, o deputado federal Paulo Teixeira (PT). Ferreira morreu afogado no Rio Negro em 2010. Ele trabalhava para a Pastoral Indigenista em São Gabriel da Cachoeira (AM).

Ministério nega prejuízo a safra

Em resposta a nota publicada na coluna sobre a proibição do defensivo agrícola metamidofós, que causaria riscos à saúde, o Ministério da Agricultura diz que a decisão reduz as alternativas de combate à lagarta Helicoverpa armigera (responsável por ataques a plantações de algodão), mas não prejudica seu controle. Sobre o defensivo benzoato de emamectina, diz que o pedido de registro negado havia sido feito para outro uso. A liberação emergencial tem como base a aplicação em plantações na Austrália.

“Até hoje, ouvimos a expressão 'nos porões da ditadura', e isso dá a ideia de que a tortura era algo de bastidor, escondido. Não é verdade. A tortura era uma ação do estado brasileiro, não uma exceção.”

Adriano Diogo
Deputado estadual (PT) e presidente da Comissão da Verdade paulista

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