Barbosa determina prisão do deputado João Paulo Cunha

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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A decisão vale para as penas de corrupção e peculato, que, no processo do mensalão, somam mais de seis anos

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, negou nesta segunda-feira (6) recurso do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), condenado no mensalão, e determinou sua prisão imediata. A decisão vale para as penas de corrupção e peculato, que somam seis anos e quatro meses e para as quais não cabem mais recursos. Com a decisão, Cunha pode ser preso a qualquer momento.

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Agência Câmara
Com recurso negado, o deputado João Paulo Cunha já pode ser preso

Para determinar a execução das penas, Barbosa considerou protelatórios os recursos referentes às penas de corrupção passiva e peculato. Pelo crime de lavagem de dinheiro, Cunha recebeu pena de três anos de prisão, mas ainda pode protocolar recurso. "Por faltar-lhe requisito objetivo essencial de admissibilidade e por considerá-lo meramente protelatório, determino, como consequência, a imediata certificação do trânsito em julgado quanto a essas condenações", decidiu Barbosa.

Em dezembro, Cunha subiu à tribuna para se defender e disse que foi condenado sem provas. Num pronunciamento emotivo, logo após lançar na Câmara a revista "A verdade, nada mais que a verdade", na qual questionou o julgamento do mensalão, o deputado disse sofrer com o processo, mas afirmou que a dor o "faz mais forte". "Nunca tive nenhum processo em minha vida", disse o petista, condenado por peculato, lavagem de dinheiro e corrupção passiva pelo Supremo.

Outros dois deputados condenados no mensalão - José Genoino (PT-SP) e Valdemar Costa Neto (PR-SP) - renunciaram ao mandato para evitar o processo de cassação. 

Veja os dez fatos que marcaram o segundo ano do julgamento do mensalão

Último a se pronunciar nos julgamentos do STF, Celso de Mello foi pressionado para votar contra a validade de recursos do mensalão, mas se manteve a favor. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaO ministro Luís Roberto Barroso, em sua primeira participação no julgamento do mensalão, defendeu a reforma política para evitar que esquema se repita. Foto: Divulgação STFPor um voto de diferença, os ministros do STF aceitaram a validade dos recursos do mensalão . Foto: ALAN SAMPAIO/iG BRASILIAO segundo ano de julgamento do mensalão também teve bate-boca e desentendimentos entre o relator, Joaquim Barbosa, e o revisor Ricardo Lewandowski. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaRodrigo Janot assumiu o cargo de procurador-geral da República no lugar de Roberto Gurgel, que representou o MP na maior parte do julgamento. Foto: Divulgação/STFBarbosa expediu mandados de prisão para parte dos condenados no dia 15 de novembro. Dirceu, Genoino, Valério e mais oito do mensalão se entregam à PF. Foto: Futura PressPreso na Papuda, Genoino sentiu-se mal e foi hospitalizado. Ele, que passou por cirurgia cardíaca, pediu prisão domiciliar, mas laudo não aponta doença grave. Foto: Futura PressO ex-presidente do Banco do Brasil Henrique Pizzolato fugiu do Brasil para a Itália ao ter a prisão decretada por Barbosa. Foto: Reprodução/InterpolO presidente do STF sofreu uma série de críticas no meio jurídico por ter cometido ilegalidades nas 11 primeiras prisões do mensalão. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaIrritado com a condução das prisões do mensalão, Barbosa substituiu o juiz de execução penal responsável pelo caso. Foto: Divulgação/STF


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