Ex-tucanos dificultam jogo para antigo partido

Por Brasil Econômico , Sonia Filgueiras |

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Com a possibilidade de Serra não ser candidato ao governo, cresce lista de ex-aliados que podem virar rivais

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Com a possibilidade de o ex-governador paulista José Serra não ser candidato na eleição deste ano, cresce a lista de antigos aliados dos tucanos que podem se tornar rivais. Walter Feldman sonha em ser candidato do PSB e trabalha contra o apoio do partido ao governador Geraldo Alckmin. O vereador paulistano Gilberto Natalini (PV), também ex-tucano, é outro que pretende disputar o Palácio dos Bandeirantes. O PV cogita, ainda, ter o ex-deputado Eduardo Jorge, que foi secretário de Serra e Gilberto Kassab na Prefeitura paulista, como presidenciável. Os três se juntam ao próprio Kassab, antigo aliado e hoje pré-candidato do PSD. Muitos dos divergentes são próximos de Serra, mas não do tucanato em geral. Além de representarem um problema para Alckmin, elevam o cacife de Serra, avaliam alguns.

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O PSD está animado com possibilidade de o PSB não se aliar ao PSDB em São Paulo. O partido acredita que pode fazer uma aliança com os socialistas na disputa ao Palácio dos Bandeirantes. “Somos uma alternativa caso eles decidam não se aliar nem ao PT nem ao PSDB. PSD e PSB formaram um bloco na Câmara Municipal durante dois anos, na gestão Kassab”, comenta o vereador José Police Neto. Caso o PSB resolva ter candidato próprio, além de Feldman, a deputada Luiza Erundina é outra possibilidade considerada. Em caso de uma composição, o PSD trabalha com um segundo nome que pode ser lançado ao governo paulista ou ao Senado: o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles. Outro partido animado com a possibilidade de o PSB buscar uma terceira via é o PDT. O deputado Major Olímpio pretende disputar a sucessão de Alckmin e já iniciou as conversas com a Rede.

Congresso a reboque do governo

O Congresso até esperneou, mas, na ponta do lápis, o Executivo encerrou 2013 mantendo sua decisiva influência na pauta de votações: dos 183 projetos aprovados no ano, 102 foram enviados pelo governo, contra 65 originários do parlamento. Também mostrou-se eficiente o uso, pelo governo, do pedido de urgência (que dá a um projeto prioridade sobre os demais na fila de votação) como expediente para barrar propostas que não lhe interessavam. Na Câmara, 41,94% das sessões deliberativas de 2013 ficaram trancadas (91 de 217 realizadas) por projetos apontados como “urgentes”, mas sem consenso, levando ao bloqueio de outros temas.

Ideli pode ir para os Direitos Humanos

A ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, deverá ser mesmo acomodada na Secretaria de Direitos Humanos, caso desista de sair candidata a um cargo eletivo em 2014. Seria uma retribuição a sua lealdade no cargo.

Pecuária se destaca em “lista suja”

Os pecuaristas são um destaque na atualização da “lista suja” do trabalho escravo divulgada pelo Ministério do Trabalho. O setor liderou as inclusões, com 45 de um total de 110 novos casos. João Bertin Filho, da família que foi proprietária do frigorífico que leva seu sobrenome, é um dos novos integrantes. Donos do frigorífico Frisam/Agropam, José Lopes e seu filho, José Lopes Filho, entram na lista em função de dois flagrantes diferentes em suas propriedades.

Uma discórdia ainda muito distante do fim

Uma entrevista-bomba do governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, deixou no Planalto a certeza de que a formação do palanque de Dilma no estado ainda exigirá muita negociação. Tasso avisou que, se Dilma optar por um palanque duplo (incorporando o PMDB) no Rio Grande do Sul, desistiria da reeleição. Seria o mesmo que entregar o governo à oposição.

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