HC teria proposto eutanásia, diz família de paciente

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Diagnósticado com doença de Huntigton, que o impossibilita de se alimentar sozinho, Fabiano Daniel Junior não foi entubado pelo hospital

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A família do supervisor de segurança Fabiano Daniel Junior, 52 anos, vive um drama. Ele foi internado em 2012 no Hospital das Clínicas de São Paulo com um diagnóstico da doença de Huntigton, um distúrbio neurológico provocado pela degeneração das células e que causa movimentos corporais anormais e falta de coordenação, além de afetar as habilidades mentais. Segundo a família, profissionais da área médica da instituição teriam sugerido a eutanásia (a abreviação da vida de um doente incurável) no caso dele, embora sem usar essas palavras. Essa prática não é legal no Brasil. Nem é prevista na legislação. “Queriam abreviar a vida dele e usaram outras palavras para isso”, diz Maria Cristina dos Santos, mulher de Fabiano. A direção do hospital contesta essas afirmações.

“A equipe de cuidados paliativos tentou por inúmeras vezes convencer a família de que o melhor para o paciente seria um final de vida com qualidade”, diz a irmã Matilde Daniel da Silva. “O paciente não pode deglutir absolutamente nada. Nem água via oral. E a proposta é que ele coma o que tiver vontade, mesmo que isso o leve a morte. Que nome se dá a isso?”, indaga Matilde. “O paciente precisa de uma entubação e isso não deve ser feito, segundo o hospital, porque é traumático ao paciente. Mas sem a entubação o paciente morreria. Que nome se dá a isso?”, repete. Em 29 de maio do ano passado, Fabiano deixou de ser considerado paciente terminal e, de acordo com a família, teria sido "expulso" do HC. Foi transferido, com decisão judicial, para o HC de Suzano, na Grande São Paulo. A família alega que esse hospital não ofereceria as "condições básicas” ao paciente.

Transferência teve aval da Justiça

O Hospital das Clínicas de SP informou que o paciente Fabiano Daniel Junior é acompanhado por equipe médica multidisciplinar do HC desde 2004 “e sua transferência para o hospital de retaguarda de Suzano, unidade do HC, foi não apenas respaldada, como determinada por decisão da Justiça, que seguiu a orientação da perícia judicial apontando a unidade como a mais adequada para o tratamento”.

De acordo com o hospital, Fabiano segue internado em Suzano acompanhado diariamente por equipe multidisciplinar. “As decisões e orientações passadas pelo HC à família foram todas baseadas em avaliações clínicas. O HC está à disposição da família para qualquer esclarecimento que precise ser feito”, afirmou o hospital.

Gripen: empresas têm pressa

Apesar de o governo já haver anunciado que a Embraer deve montar os 36 caças Gripen NG adquiridos pelo Brasil, ainda não está decidida qual será a participação do parque aeronáutico brasileiro na produção da aeronave. As negociações com o fabricante sueco Saab, que vão detalhar isso, devem durar dez meses. As empresas que pretendem participar do projeto, que está em fase de desenvolvimento, têm pressa. Acreditam que, quanto mais demorarem a ser incluídas nos estudos de produção, menor será a participação delas. O governo vai comprar as 36 unidades por US$ 4,5 bilhões (R$ 10,5 bilhões). Os primeiros aviões chegarão somente em 2016.

O impasse dos precatórios

Dirigente da Frente Nacional de Prefeitos, a prefeita de Guarujá (SP), Maria Antonieta (PMDB), lidera movimento em busca de uma resolução para o impasse dos precatórios desde que o STF considerou inconstitucional a emenda 62, que regulava os pagamentos das dívidas. No gabinete do presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB), ela se encontrou com o ministro Gilmar Mendes, do STF, e o advogado geral da União, Luís Inácio Adams, e obteve deles a promessa de uma reunião, em janeiro, para discutir o tema.

Senador quer ouvir representantes de movimentos LGBT

O relator do projeto de reforma do Código Penal, senador Pedro Taques (PDT-MT), pretende conversar com o movimento LGBT para “avaliar melhor” questões como identidade de gênero, sugerida em relatório sobre o PL 122 (contra a homofobia). Esse projeto foi anexado ao do Código Penal e será analisado, após o recesso, na Comissão de Justiça do Senado.

“A corrupção remunera esses auditores, não para fazer o errado, mas para darem vazão ao trabalho”

Roberto Bodini, promotor paulista, sobre depoimento da servidora Paula Nagamati, envolvida no caso da máfia do ISS

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