Por Kassab, seis dos oito vereadores do PSD serão candidatos em São Paulo

Por Natália Peixoto - iG São Paulo | - Atualizada às

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Partido aposta em nomes como Marta Costa, Coronel Camilo, Pólice Neto e Marco Aurélio Cunha para turbinar candidatura do ex-prefeito ao governo do Estado

Para alavancar a candidatura do ex-prefeito Gilberto Kassab ao governo de São Paulo, seis dos oito vereadores do PSD na capital paulista são pré-candidatos a deputado em 2014. Marta Costa, Coronel Camilo, Pólice Neto e Marco Aurélio Cunha devem disputar a Assembleia paulista. Neto deve acumular a candidatura com o posto de liderança da bancada no ano que vem, o que indica uma maior tendência de oposição do partido à Prefeitura de São Paulo no ano que Kassab disputará com Alexandre Padilha (PT) uma possível vaga no segundo turno ao lado do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

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O Coronel Camilo desconversa sobre a candidatura, mas diz estar disposto a seguir as determinações do partido. Camilo é suplente de Antônio Carlos Rodrigues (PR) e é um bom nome para projetar Kassab com a bandeira da segurança. Camilo esteve à frente da Polícia Militar no Estado durante três anos. Marta, recém-eleita a primeira mulher vice-presidente da Mesa Diretora, é filha de José Wellington Bezerra da Costa, pastor presidente da convenção geral das Assembleias de Deus no Brasil, o que garante um bom espaço na agenda evangélica para Kassab, especialmente no interior de Estado.

Goulart e o pastor Davi Soares devem concorrer à Câmara Federal. Seria o desejo de Kassab que Marco Aurélio Cunha também concorresse a uma vaga em Brasília, se projetando nacionalmente, mas a possibilidade de assumir um cargo no São Paulo Futebol Clube no próximo ano o deixa mais propenso a concorrer a uma vaga estadual. Mesmo tendo desistido de disputar a presidência do clube paulistano, Cunha, que é conselheiro do time, diz que é sua prioridade apoiar o advogado Kalil Rocha Abdallah, da oposição ao atual presidente Juvenal Juvêncio.

Apenas Edir Sales, cotada para comandar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na Casa em 2014, e Souza Santos estariam de fora das urnas em 2014. Edir focará seus esforços em alavancar a candidatura de seu sobrinho, Ulisses Sales, que recebeu 61.500 votos em 2010, para candidato estadual. Confiante na candidatura de Kassab, ela diz que, qualquer que seja o adversário, "se ele for para o segundo turno, ele ganha".

O partido, que se diz independente na Câmara, deu dor de cabeça ao governo durante a votação do aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), em outubro. Sem o apoio da bancada de Kassab, atualmente liderada por Edir Sales, o governo conseguiu votar o reajuste com o placar apertado de 29 a 26 votos. A falta de adesão seria pelo descontentamento da bancada do ex-prefeito, aliado da presidente Dilma Rousseff, com negociações de cargos em subprefeituras e secretarias. A SPTuris oferecida a Cunha foi recusada pelo vereador.

Proposta como agenda positiva pós-votação do IPTU, a investigação da Controladoria da Prefeitura que desmanchou um esquema de desvios milionários na arrecadação do ISS da capital também criou um mal-estar entre PSD e PT na capital paulista. Haddad colocou na conta do antecessor a permanência dos servidores que criaram o esquema que desviou mais de R$ 500 milhões dos cofres da cidade, envolvendo o antigo secretário de finanças, Mauro Ricardo Costa, atualmente secretário da Fazenda de Salvador, administrada por ACM Neto (DEM).

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