Projeto anti-homofobia está ameaçado

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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O governo decidiu frear o projeto para não contrariar grupos evangélicos e garantir apoio à reeleição de Dilma

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Sob pressão do governo, o projeto que criminaliza a homofobia está ameaçado. Após ser anexado anteontem ao projeto de reforma do Código Penal, o relatório será encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça. “O conteúdo do PL 122 pode ser acatado ou sepultado pelo relator do projeto de reforma do Código Penal, Pedro Taques”, diz a senadora Ana Rita (PT-ES), presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado. “A anexação foi um enorme retrocesso. A tramitação da matéria já estava avançada e o projeto deveria ser apreciado na nossa comissão. Com a anexação aprovada, tive de devolvê-lo”, lamentou a senadora. “Dificilmente ele será votado no próximo ano, por causa do processo eleitoral”, prevê Ana Rita.

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O governo decidiu frear o projeto para não contrariar grupos evangélicos. Seria uma condição imposta por religiosos para apoiar a reeleição da presidente Dilma. A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, telefonou para a senadora Ana Rita e disse que o projeto iria “desgastá-la”. Ideli também pediu à bancada governista para só votar o projeto depois das eleições. A proposta de anexação ao projeto de reforma do Código Penal teve 29 votos favoráveis, 12 contra e duas abstenções. O maior lobby contra o PL 122 partiu das igrejas pentecostais, como a Universal e Assembleia de Deus. O Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (Conic), integrado por protestantes tradicionais, divulgou uma nota em defesa do projeto. No documento, lembra que 40 mil mulheres foram assassinadas no Brasil e gays e lésbicas são vítimas de violência.

Petista defende auxiliares de Haddad

O vereador paulistano Nabil Bonduki (PT) defendeu o prefeito Fernando Haddad de críticas por, supostamente, ouvir demais o chamado “grupo do MEC”, auxiliares dele na época do ministério. Esses auxiliares ocupam cargos técnicos, e não políticos. “É normal que o prefeito busque profissionais com quem já trabalhou”, diz Nabil. O “grupo” é formado pelos secretários de Comunicação, Nunzio Briguglio, Negócios Jurídicos, Luís Massonetto, e Relações Internacionais, Leonardo Barchini. Sobre ressalvas de petistas à comunicação, Nabil afirma que o uso de novas mídias é um desafio e os problemas não podem ser atribuídos ao secretário. “É uma área complicada, ainda mais para o PT, que tem um diálogo difícil com setores da imprensa.”

Tucano vê privilégios

O secretário de Energia do Estado de São Paulo, José Anibal, avalia que a disputa para a presidência da República está “absolutamente desigual” por causa “da super exposição" de Dilma. “Ela usa o cargo indevidamente para promover a campanha. É desproporcional. Ninguém tem o acesso à mídia que ela tem".

Acusado de ser agressivo, secretário responde na prática

O repórter Fábio Munhoz, do jornal Diário do Grande ABC, diz ter sido agredido pelo secretário de Saúde de Diadema, José Augusto Ramos (PSDB). O jornalista questionava Ramos sobre os 82 médicos que pediram exoneração de seus cargos na cidade neste ano. Segundo o jornal, um dos motivos da evasão seria o comportamento agressivo do secretário. Ex-petista, ele já administrou a cidade. Foi deputado estadual e federal e subprefeito em SP durante a gestão José Serra. Procurados, Ramos e a Prefeitura de Diadema não se manifestaram.

AfroReggae recebe prêmio na África

Um projeto da ONG AfroReggae desenvolvido em Cabo Verde - em parceria com o Unicef e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento - foi premiado por sua metodologia de combate à pobreza e impacto social. Ficou em quarto lugar na Feira de Inovação e Conhecimento, que reuniu 53 projetos de todo o mundo.

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Com Leonardo Fuhrmann

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