'Grupo do MEC' de Haddad é alvo de fogo amigo do PT

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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As principais críticas ao grupo se concentram em uma suposta falta de conhecimento em relação à cidade, à política municipal e à atuação dos movimentos sociais

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Algumas das contestações à política de comunicação da gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) em São Paulo vêm de dentro do próprio governo e dos petistas. O secretário Nunzio Briguglio é um dos integrantes do primeiro escalão da gestão municipal que faz parte do que é conhecido ironicamente como “grupo do MEC”. Eles são escolhas pessoais de Haddad e acompanham o prefeito ao menos desde a época em que ele era ministro da Educação. Além de Briguglio, integram o “grupo” os secretários de Relações Internacionais, Leonardo Barchini, e de Negócios Jurídicos, Luís Fernando Massonetto. Segundo os adversários, além de atuarem em suas áreas, os três também seriam ouvidos pelo prefeito em outros assuntos relativos à administração da cidade.

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As principais críticas ao grupo se concentram em uma suposta falta de conhecimento em relação à cidade, à política municipal e à atuação dos movimentos sociais. Nenhum dos três secretários tem militância orgânica dentro do PT e têm pouco contato com os vereadores governistas. Massonetto é próximo a Haddad desde quando trabalharam juntos na Secretaria de Finanças, na época da prefeita Marta Suplicy. Professor da Faculdade de Direito da USP, ele também foi chefe de gabinete da Secretaria de Negócios Jurídicos na gestão Marta Suplicy e foi levado para trabalhar no MEC quando Haddad foi ministro. Barchini estudou na UnB e fez carreira em Brasília. Nascido no bairro paulistano da Mooca, o jornalista Briguglio trabalhou em diversas redações e morava em Brasília havia alguns anos. Ambos também foram subordinados a Haddad no ministério.

Em carta, PSDB entra na “guerra às drogas”

Enquanto o presidente de honra do PSDB, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, tem se manifestado contra a política proibicionista contra as drogas, o documento lançado ontem pelo partido optou pelo discurso oposto: “O flagelo do consumo (de drogas), em especial do crack, vitima e amedronta milhares de famílias (...). Trata-se de uma guerra em que todos, como nação, estamos sendo derrotados”.

Falta de quórum pode atrasar PEC

A dificuldade de garantir quórum é a principal preocupação do deputado Amauri Teixeira (PT-BA) para a reunião de hoje da comissão especial da Câmara dos Deputados que discute a PEC que torna o acesso à banda larga de internet um direito fundamental. O parlamentar é o relator do projeto, de autoria do senador Sebastião Bala Rocha (PDT-AP), e espera que o seu parecer seja aprovado. Teixeira propôs uma emenda ao projeto para garantir a neutralidade, o que impede que as operadoras de banda larga bloqueiem ou degradem a qualidade do serviço prestado - independentemente do conteúdo, da origem e destino da comunicação - e de sua aplicação.

Decisão do PSB em SP pode sair só em maio

O ex-tucano Walter Feldman, agora seguidor de Marina Silva, disse que a Rede e o PSB podem esperar até maio para decidir sobre a eleição ao governo de São Paulo. Existem três opções no grupo: a candidatura do próprio Feldman, a de Ricardo Young (PPS) e a aliança com Geraldo Alckmin (PSB). O governador Eduardo Campos não se posicionou. Para ele, “é preciso esperar”.

Ex-ministro concorre à Câmara

O ex-ministro do Esporte e hoje vereador paulistano Orlando Silva (PCdoB) será candidato a deputado federal. O PCdoB paulista lançará para a Câmara, além dele, o secretário da Igualdade Racial em São Paulo, Netinho de Paula, e o delegado Protógenes Queiroz (este, para um segundo mandato).

Roberto Freire, presidente nacional do PPS, que já foi PCB, talvez em homenagem a dissidentes do regime soviético: "A candidatura de Eduardo Campos traz para a oposição uma dissidência do regime”.

Com Leonardo Fuhrmann

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