STF decreta prisão de mais um deputado condenado por envolvimento com mensalão

Por iG São Paulo |

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Pedro Henry pegou sete anos e dois meses de detenção pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro

 O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou na manhã desta sexta-feira (13) a prisão do deputado federal Pedro Henry (PP-MT), que pode ser detido ou se entregar a qualquer momento. A Polícia Federal (PF) confirmou já ter recebido o mandado de prisão.

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Agência Brasil
O deputado federal Pedro Henry

Henry é um dos 25 condenados na Ação Penal 470, o processo do chamado mensalão federal, em que o STF julgou o esquema de desvio de recursos públicos usados para a compra de apoio parlamentar a projetos de interesse do governo federal. O deputado pegou sete anos e dois meses de detenção pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Segundo a assessoria do deputado, Henry está em Brasília, na casa de um amigo, e pretende se entregar ainda hoje. Até ontem (12) a noite, o parlamentar não havia decidido se renunciará ao mandato. Outros dois ex-deputados condenados no mesmo processo e já presos, José Genoino e Valdemar Costa Neto, optaram por renunciar aos mandatos para não enfrentar processo de cassação.

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Rogério Tolentino

A Polícia Federal (PF) confirmou nesta sexta-feira que o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o ex-advogado do empresário Marcos Valério, Rogério Tolentino, a cumprir pena em Belo Horizonte (MG) e que, portanto, ele não será transferido para Brasília.

Condenado pelo STF a seis anos e dois meses de prisão na Ação Penal 470, o chamado mensalão, Tolentino se entregou na Superintendência da PF, em Belo Horizonte, na noite de quinta-feira (12). Sua prisão havia sido decretada poucas horas antes dele se apresentar.

Tolentino é o 16º condenado preso por envolvimento no esquema de desvio de recursos públicos usados para a compra de apoio parlamentar a projetos de interesse do governo federal. Segundo a assessoria da PF, Tolentino passou a noite na superintendência. Hoje (13), após ser submetido a exames no Instituto Médico Legal (IML), o advogado foi transferido para a Penitenciária José Maria Alkimin, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Ao se apresentar acompanhando por seu advogado, Paulo Sérgio Abreu e Silva, Tolentino afirmou aos jornalistas que tinha solicitado autorização para cumprir sua pena, em regime semiaberto, em Minas Gerais, antes mesmo da Justiça expedir seu mandado de prisão. A autorização do pedido torna desnecessário que ele seja levado para Brasília, como aconteceu com outros réus do mensalão federal.

* Com informações da Agência Brasil

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