STF manda prender ex-advogado de Valério

Por iG São Paulo |

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Rogério Tolentino foi condenado a seis anos e dois meses de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Procurador defendeu prisão em Belo Horizonte

O Supremo Tribunal Federal (STF) expediu nesta quinta-feira (12) um mandado determinando a prisão do advogado Rogério Tolentino, condenado por envolvimento com o esquema do mensalão. A expectativa é de que seja tomada a mesma providência em relação ao deputado Pedro Henry, também considerado culpado por participação no esquema de compra de votos no Congresso durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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O advogado Paulo Sérgio Abreu e Silva, que faz a defesa de Tolentino, afirmou que já entrou em contato com a PF informando que seu cliente se apresentará espontaneamente. Mas, de acordo com Silva, o Supremo Tribunal Federal (STF) já expediu carta de ordem para que Tolentino cumpra a pena de seis anos e dois meses de prisão em regime semiaberto na Penitenciária José Maria Alckmin, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte.

“Quero conversar com o juiz da VEC (Vara de Execuções Criminais) para saber as condições em que a pena será cumprida antes da apresentação", disse. Silva afirmou ainda que pedirá para que seu cliente continue atuando no escritório de advocacia que mantém na Savassi, área nobre da capital mineira. "É a única coisa que ele faz", justificou

Tolentino trabalhou com o publicitário Marcos Valério, que já está preso no complexo penitenciário da Papuda, em Brasília. O ex-advogado de Valério foi condenado a seis anos e dois meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Em parecer enviado ao STF, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendeu a transferência antecipada de Rogério Tolentino para Belo Horizonte, mesmo antes de o réu ter sido preso. O pedido de transferência antecipada foi feito nesta semana ao STF.

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De acordo com Janot, o condenado pode cumprir a pena em um presídio próximo aos parentes. “Ausente o motivado interesse da administração em contrário, o princípio da ressocialização na execução da pena e o direito do preso à assistência familiar impõem que seja concedido o cumprimento em local que possibilite o convívio familiar”, disse o procurador.

Dos 25 condenados no processo do mensalão, 15 estão presos, três vão cumprir penas alternativas e um eles, Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, está foragido.

Com Agência Estado e Agência Brasil


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