PT define Executiva e José Américo é indicado para campanha de Dilma

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Presidente da Câmara Municipal de São Paulo, no entanto, não deve ficar com a secretaria nacional de comunicação do partido, cargo para o qual era cotado internamente

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O presidente da Câmara Municipal de São Paulo, José Américo, é o nome indicado pelo PT para cuidar da comunicação na campanha de Dilma. Américo, no entanto, não deve ficar com a secretaria nacional de comunicação do partido, cargo para o qual era cotado. Seu nome era defendido para esse posto pelo presidente petista Rui Falcão. O vereador faz parte da corrente Novo Rumo. Seu grupo no PT – apesar de ter apoiado Falcão, o candidato vencedor nas eleições internas - não teve votos suficientes para conquistar o cargo na Executiva. Ainda há uma indefinição, justamente porque o cargo na secretaria daria mais autonomia ao político responsável pela comunicação na campanha. O PT deve definir os nomes para a sua Executiva em reunião hoje à noite, em Brasília.

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Eles serão ratificados e anunciados durante o congresso do partido na capital federal, que começa amanhã. A corrente majoritária do PT Construindo um Novo Brasil (CNB) irá indicar dez integrantes para a Executiva. Já foram apresentados os nomes do líder na Câmara José Guimarães, João Vaccari (tesouraria), Florisvaldo Souza (secretário de organização), Alberto Cantalice (vice-presidente), Jorge Coelho e Monica Valente, mulher do ex-tesoureiro Delúbio Soares, condenado no mensalão. A Mensagem ao Partido, segunda força, indicará quatro nomes: Paulo Teixeira (atual secretário-geral) , Carlos Árabe (formação política), Monica Aguiar (MG) e Clarissa Cunha (RJ). Falcão já deixou claro que a Mensagem não manterá a secretaria-geral. O grupo divulgará hoje um texto no qual reafirma que, de acordo com a “tradição petista”, a segunda corrente mais votada deve ficar com a secretaria-geral.

A dança fez estragos

Enquanto dirigentes e parlamentares permaneciam sentados confortavelmente no palco na posse do presidente estadual do PT de São Paulo, Emídio de Souza, anteontem, na Casa de Portugal, a ex-deputada e ex-prefeita de São José do Campos Angela Guadagnin estava sozinha, sentada quase ao chão, ao pé da estrutura metálica montada para o som do evento. Ouvia os discuros, sem visão do que acontecia acima. Depois de um bom tempo, uma militante a chamou para um lugar na plateia. Guadagnin chamou a atenção quando deputada, em 2006, pela famosa “dança da pizza”, ao comemorar a absolvição de João Magno (PT-MG), acusado de envolvimento no mensalão. Hoje, é vereadora em São José, no segundo mandato.

República de Araraquara

Araraquara continuará no poder no PT de São Paulo. A cidade era representada pelo ex-prefeito Edinho Silva, que acaba de deixar a direção estadual do partido. O novo presidente do diretório paulistano, Paulo Fiorillo, também nasceu e começou a atuar na cidade, conhecida como “morada do sol”.

Na cova dos leões

Depois de longo acordo entre Executivo e Legislativo, a votação do relatório final de revisão do Simples Nacional deve acontecer hoje na Câmara. Na semana passada, a apreciação foi adiada depois que o próprio autor da proposta, Vaz de Lima (PSDB-SP), pediu retirada de pauta, favorecendo as receitas estaduais que são contra o projeto e temem perda de arrecadação. A polêmica gira em torno do fim da substituição tributária para os optantes do Simples Nacional.

Modelo anula os benefícios do Simples

A substituição tributária é um mecanismo de arrecadação em que o governo transfere ao contribuinte a responsabilidade pela cobrança dos impostos devidos pelos seus clientes. Neste modelo, a indústria já calcula o valor do imposto que será devido pelo atacadista e pelo varejista e, com isso, embute os tributos no preço. O modelo acaba por anular os benefícios do Simples, ao fazer com que as micro e pequenas empresas paguem o valor cheio do imposto, sem a redução a que teriam direito pelo programa.

Marcus Pestana, deputado e presidente do PSDB de Minas, sobre a proibição de empresas financiarem campanhas: “Se o STF acolher, será um colapso e um estímulo ao caixa dois. Ou não vai ter campanha ou vai ter caixa dois”


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