PMDB pode ter candidato à Presidência em 2018, diz Temer

Por Nivaldo Souza - iG Brasília |

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Vice-presidente afirma que partido tem ‘força política’ para ser opção após eventual segundo mandato de Dilma

O Palácio do Planalto segue nos sonhos do PMDB para 2018, mesmo após a queda na popularidade do governador Sérgio Cabral (RJ), apontado como candidato natural do principal partido aliado do governo Dilma Rousseff. A sinalização foi dada pelo vice-presidente Michel Temer durante café da manhã com jornalistas nesta quarta-feira (11), na qual afirmou que o partido tem “força política” e não está atrelado à polarização entre o PT e o PSDB.

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Temer se disse “incomodado” quando ouve comentários afirmando que o PMDB não possui força própria. Como prova, ele listou os cargos ocupados pela legenda: presidência da Câmara e Senado, cinco ministérios, maior bancada no Senado e segunda maior na Câmara. Além de deter o maior número de prefeituras e vereadores no País.

O vice estaria impedido de disputar a sucessão de Dilma em 2018 pela Justiça Eleitoral, caso permaneça no cargo, e evitou falar em nomes do partido para concorrer ao Planalto. Apesar de assumir um tom discreto nas avaliações, Temer considerou como “injusta” a queda na popularidade experimentada por Cabral desde junho, quando o governador passou a ser alvo de manifestações no Rio de Janeiro.

Acerto no Rio

Sobre a aliança nacional com o PT, Temer garantiu que nada muda para a disputa de 2014. Ele comentou sobre a costura política que tem feito com o ex-presidente Dilma Rousseff e a presidente Dilma para resolver atritos estaduais. Entre os pontos de tensão está a sucessão de Cabral no Rio, onde o partido apoia o vice-governador Luiz Fernando Pezão.

Temer afirmou ainda que “não foi fácil” acertar com Lula a permanência do PT no governo fluminense até março e sinalizou que o PMDB pode antecipar para a convenção nacional do partido de julho para abril. A convenção votará a manutenção ou fim da chapa nacional com o PT para 2014.

A multiplicidade de palanques, contudo, segundo ele, não será problema para Dilma quando for a Estados nos quais PT e PMDB terão candidaturas próprias. Caso do Rio, onde o PT deve lançar o senador Lindbergh Farias.

Disputa PROS

No Ceará, Temer sinalizou como quase certa a candidatura ao governo pelo senador Eunício Oliveira. O vice disse que a inclinação do PT em apoiar o candidato do atual governador Cid Gomes (PROS) não deve impedir a escolha de Eunício.

A disputa com o PROS deverá envolver ainda o Ministério da Integração Nacional, deixado pelo PSB no movimento de afastamento do Planalto para fortalecer o presidenciável Eduardo Campos. O PMDB pretende emplacar o senador Vital do Rêgo (PB) no cargo, enquanto o PROS negocia a indicação de Ciro Gomes (CE).

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