Máfia do ISS: Grandes construtoras na mira do Ministério Público

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Documento apreendido aponta 410 empreendimentos cujas construtoras teriam pago propina e podem indicar quais empresas estão envolvidas

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O promotor Roberto Bodini, que investiga um grupo de fiscais acusados de fraudar a arrecadação de ISS na Prefeitura de São Paulo, foi ontem à Secretaria de Segurança Pública para pedir a formação de uma força-tarefa a fim de fazer uma análise aprofundada da planilha encontrada durante as diligências. O documento, que aparenta ser uma espécie de contabilidade do grupo, aponta cerca de 410 empreendimentos cujas construtoras teriam pago propina à quadrilha entre junho de 2010 e outubro de 2011. Como a planilha detalha a data e o valor exato de cada guia de arrecadação, ele acredita que é possível confirmar o nome das empresas envolvidas na fraude no período. Entre os novos suspeitos, estão outras grandes construtoras que ainda não eram investigadas.

Na planilha, são citados os nomes e endereços dos empreendimentos, além dos valores que deveriam ser arrecadados, o que de fato foi para os cofres públicos e o que acabou dividido entre quatro envolvidos. Outros dois campos da planilha são chamados de “despachante” e “colega” e apontam, em alguns casos, para valores que podem ter sido pagos a outros envolvidos nas ações do bando. Bodini diz que a Prefeitura até agora tem colaborado nas investigações com a entrega dos documentos solicitados. Atualmente, o MP-SP não conta com profissionais especializados em número necessário para tais investigações, mesmo no âmbito cível. O procurador-geral Márcio Elias Rosa apresentou em junho dois projetos à Assembleia Legislativa para a criação de novos cargos técnico-científicos. Ambos já foram aprovadas na Comissão de Justiça, mas ainda não foram a plenário.

Nova testemunha no caso Celso Daniel

Uma nova testemunha do caso Celso Daniel é apresentada no livro “Assassinato de Reputações - Um crime de Estado” (Editora Topbooks, 557 páginas), do ex-secretário nacional de Justiça do governo Lula Romeu Tuma Júnior. O autor acredita que as revelações ali contidas podem reabrir o caso. A testemunha permanece anônima, mas falou às autoridades, segundo Tuma. O livro foi escrito em parceria com o jornalista Claudio Tognolli.

Tuma diz que recebeu pedido para não prender magnata

Tuma também diz no livro que ia pedir a prisão do magnata russo Boris Berezovsky (já morto), quando esteve no Brasil, mas teria recebido um telefonema de um ministro do governo Lula para não prendê-lo porque ele “traria capital ao País, tendo o Corinthians como porta de entrada”. “Assassinato de reputações” chega às livrarias amanhã, no Rio de Janeiro.

PT atrás de assinaturas para CPI

Parte da bancada governista na Assembleia paulista está contrariada pelo fato de emendas não terem sido liberadas e outras ações não executadas. A bancada petista tenta aproveitar o momento para conseguir mais quatro assinaturas a fim de aprovar a CPI da Siemens. São necessárias 32 assinaturas e o PT já tem 28.

Futebol é evento privado

A barbárie no estádio do Joinville, no jogo Atlético Paranaense e Vasco, no domingo, aconteceu porque não havia segurança no estádio. A PM levou ao pé da letra o parecer do promotor de Joinville Francisco José de Paula de que jogo de futebol é um evento privado e, portanto, o Estado não deve se responsabilizar por sua segurança. Não havia ainda uma decisão nem as partes começaram a conversar. Como a segurança particular era insuficiente, ocorreu a tragédia. Mas o promotor está certo. A responsabilidade e os custos da segurança são dos clubes. No churrasco que o cidadão faz em casa ou num show da Madonna não é a PM que garante a segurança. Ela mantém a ordem, de fora. Se for chamada, entra.

"Há um contrato (com as empresas de ônibus) que prevê a correção por uma serie de índices e ele será respeitado"

Eduardo Paes (PMDB), prefeito do Rio, ao anunciar aumento da s tarifas na segunda quinzena de dezembro

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