Congresso aprova veto do Mais Médicos com PT e PSDB divididos

Por Nivaldo Souza - iG Brasília | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Resultado foi contestado pelo PSDB porque os presidentes do Congresso e da Câmara estavam ausentes na votação

Na primeira sessão do Congresso para apreciação de veto presidencial por voto aberto, o trecho retirado do programa Mais Médicos foi mantido com apoio de 204 deputados contra 113 votos pela derrubada do veto; houve duas abstenções. O resultado, no entanto, foi contestado pela bancada do PSDB, que havia sido autora do trecho vetado pela presidente Dilma Rousseff.

Conheça a home do Último Segundo

Antes da votação: Voto aberto é ‘aula para mostrar a cara’, afirma Alves

A confusão na votação se deu por causa da ausência do presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), e do primeiro vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR). Na falta de um deles para presidir a sessão, o posto acabou sendo assumido pelo deputado Sibá Machado (PT-AC).

Agência Câmara
André Vargas preside sessão do Congresso após questionamento do PSDB


Após a derrota, o grupo contrário à manutenção do veto acusou Sibá de "tratoraço". “Ligaram o trator e não é um motorista habilitado”, disse Vanderlei Macris (PSDB-SP). O PSDB fará uma representação na CCJ para avaliar a constitucionalidade da sessão presidida por Sibá, o que pode anular a primeira sessão do voto aberto no Congresso caso o argumento seja acolhido. 

Direto do Congresso: Derrota no voto aberto foi "tratoraço" de Renan

A crítica ocorreu porque o PSDB buscou na Constituição o argumento de que a sessão do Congresso, que reúne Câmara e Senado, só poderia ter sido presidida por um membro eleito pela Mesa Diretora do Congresso, formada por integrantes das Mesas das duas Casas. E esse não é o caso de Sibá. Na ausência de Renan, o regimento interno prevê que a sessão será presidida pelo primeiro vice-presidente da Câmara, no caso Vargas, ou pelo segundo vice da presidência do Senado.

O petista, no entanto, estava na festa de Henrique Alves, que faz aniversário hoje e comemorava em seu gabinete. 

Após a crítica, o integrantes do governo foram buscar Vargas às pressas. O petista se desculpou pela ausência e assumiu o posto. “Não vamos aceitar questionamentos de uma decisão que já transcorreu”, disse. "Todos sabem que era difícil derrubar o veto, aliás, o resultado era previsível", arrematou o petista. Com isso, a votação do veto foi mantida.

Com Agência Câmara

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas