Eleição de conselhos de São Paulo leva apenas 120 mil às urnas

Por Agência Estado |

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Dos 8,6 milhões de eleitores da cidade, cerca 1,4% do total foram votar. Prefeitura esperava o triplo de eleitores

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Dos 8,6 milhões de eleitores da cidade de São Paulo, cerca de 120 mil - 1,4% do total - foram votar no domingo (8) nas eleições dos Conselhos Participativos. Eles elegeram 1.125 conselheiros, que atuarão no planejamento e fiscalização dos recursos destinados às 32 subprefeituras. O baixo índice de comparecimento surpreendeu a administração municipal, que esperava pelo menos o triplo de eleitores.

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"Num primeiro momento, não sabendo da importância do órgão, algumas pessoas não compareceram. Mas continuo otimista. São 120 mil pessoas querendo participar da vida política da cidade", disse o secretário municipal de Relações Governamentais, João Antonio (PT), quando 95% das urnas estavam apuradas. Coordenador da secretaria executiva da Rede Nossa São Paulo, Maurício Broinizi, afirma que a representatividade é baixa, mas que a participação popular deve crescer nos próximos dois anos.

As eleições foram marcadas pela polêmica, com a oposição tentando, sem sucesso, barrar a votação na Justiça. "A falha principal é na divulgação e na mudança de regras no meio do caminho", afirmou o vereador Floriano Pesaro (PSDB). Para ele, as regras favoreciam candidatos apoiados pelos petistas, pela concentração de pontos de votação na periferia. "Agora, é analisar, pelo perfil dos eleitos, se a votação é boa para a cidade ou apenas para o PT", disse.

Críticas

Um dos candidatos, o corretor de imóveis José Antonio Macedo, de 57 anos, criticou a mudança de regras. "Isso atrapalhou muito as eleições. Houve eleitores que, por isso, tiveram de se deslocar mais de 9 km para votar", disse ele, que foi o mais bem colocado no Tatuapé, zona leste de São Paulo, com 230 votos.

Cada eleitor pôde votar em até cinco candidatos a representante das subprefeituras. O voto foi secreto e facultativo. Na Subprefeitura da Lapa, na zona oeste, que concentrava 90 seções (urnas), o movimento de eleitores foi fraco. Para a relações públicas Julia Sottili, de 25 anos, que votou na Lapa, a baixa adesão pode ser relacionada com o fato de o voto ser facultativo. "É a primeira vez que há esse tipo de eleição."

A vendedora Maria Valéria Costa, de 29 anos, moradora de Paraisópolis, acredita que será positiva a atuação do conselho. "Acho que nós temos de estar a par do que está acontecendo em Paraisópolis. Não estou 100% otimista com a votação, mas temos de ter fé de que as coisas podem mudar."

A corretora de imóveis e moradora do Morumbi, na zona sul, Priscila Ventura, de 56 anos, acredita que, com os conselheiros, o bairro poderá cobrar mais por segurança. "Precisamos de muita coisa no bairro, mas a principal é segurança. Há muitos roubos por aqui", disse Priscila. O prefeito, Fernando Haddad (PT), votou à tarde no Jardim Aeroporto, na zona sul.

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