Comissão Municipal da Verdade conclui que Juscelino Kubitschek foi assassinado

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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As circunstâncias da morte de JK são investigadas pelo órgão municipal. Relatório final tem mais de 90 indícios de que ele teria sido vítima de um complô dos militares

A Comissão Municipal da Verdade de São Paulo informou nesta segunda-feira (9) que o relatório a ser divulgado amanhã traz evidências de que o ex-presidente Juscelino Kubitschek, morto em um acidente de carro em 1976, teria sido assassinado pela ditadura militar em 1976 durante viagem de carro, e não em um acidente de carro, como diz a história oficial.

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"Não temos dúvida de que Juscelino Kubitschek foi vítima de conspiração, complô e atentado político", afirma o vereador Gilberto Natalini, presidente da Comissão Municipal da Verdade.

Agência Estado
Relatório da Comissão Municipal da Verdade conclui que JK foi assassinado

As circunstâncias da morte do presidente são investigadas pelo órgão municipal. O relatório, de 29 páginas, se baseia em depoimentos de testemunhas e inclui mais de 90 "indícios, evidências, provas, testemunhos, circunstâncias, contradições, controvérsias e questionamentos" de que JK foi vítima de um complô planejado por militares quando viajava pela Rodovia Presidente Dutra, próximo a Resende (RJ).

Pela versão oficial, o ônibus teria batido levemente no automóvel que, desgovernado, chocou-se com o caminhão.

Em 1964, com o golpe militar, Juscelino perdeu o mandato de senador e teve direitos políticos suspensos. Nos anos seguintes, tentou organizar uma frente pela redemocratização do país, junto com Carlos Lacerda e João Goulart, mas não voltou mais ao poder. 

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