Jango é enterrado pela segunda vez, com honras de chefe de Estado

Por iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Restos mortais de ex-presidente foram exumados para investigar se ele foi assassinado pela ditadura ou morreu de causas naturais

O ex-presidente João Goulart foi enterrado pela segunda vez, agora com honras de chefe de Estado, nesta sexta-feira, em São Borja, na fronteira com a Argentina. As homenagens reuniram viúva Maria Thereza, os filhos João Vicente e Denize e os netos de Goulart, políticos como o senador Pedro Simon (PMDB), o ex-deputado federal Ibsen Pinheiro (PMDB), a ministra dos Direitos Humanos Maria do Rosário (PT), o deputado federal Vieira da Cunha (PDT) e o governador em exercício Pedro Westphalen (PP), além de alguns amigos ainda vivos do ex-presidente, admiradores e militantes trabalhistas.

Conheça a home do Último Segundo

Corpo de Jango chega para ser enterrado pela segunda vez em São Borja (RS) 06/12/13. Foto: Juliano Jaques/Futura PressCorpo de Jango chega para ser enterrado pela segunda vez em São Borja (RS) 06/12/13. Foto: Juliano Jaques/Futura PressCorpo de Jango chega para ser enterrado pela segunda vez em São Borja (RS). 06/12/13. Foto: Antonio Cruz/Agência BrasilCorpo de Jango é recebido em Brasília, em 14/11/13. Deposto pelo regime militar, Goulart morreu no exílio, na Argentina, em 1976. Foto: Futura PressA viúva de João Goulart, Maria Teresa Goulart, se emocionou durante a cerimônia. Foto: Futura PressEla e a presidente colocaram uma coroa de flores na urna que trazia os restos mortais de Jango. Foto: Futura Press"Este é um gesto do Estado brasileiro para homenagear o ex-presidente João Goulart e sua memória”, disse Dilma. Foto: Futura PressOs ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, José Sarney e Fernando Collor também acompanharam a cerimônia. Foto: Futura PressRestos mortais de Jango foram recebidos com honras militares em Brasília nesta quinta-feira (14). Foto: Futura Press


Morto em 6 de dezembro de 1976, o ex-presidente foi enterrado novamente hoje, depois de ter seus restos mortais exumados para a realização de exames que determinarão se ele morreu de causas naturais ou se foi assassinado pela ditadura. No dia 14 de novembro, os restos mortais do ex-presidente foram recebidos com honras militares, em cerimônia que contou com a participação da presidenta Dilma Rousseff e dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, José Sarney e Fernando Collor.

Após mais de 18 horas de trabalho, exumação do corpo de Jango é encerrada

Viúva de Jango: 'É o encerramento dessa história, que passa a ser mais triste'

O corpo chegou a São Borja por volta das 13 horas. Depois do desembarque, passou diante de 150 soldados do Exército, que dispararam três tiros de fuzil e executaram a marcha fúnebre. Na sequência, foi colocado sobre um caminhão do Corpo de Bombeiros e levado em cortejo guardado por cavaleiros da Brigada Militar até a igreja. No trajeto, diversas famílias ficaram diante de suas casas com bandeiras do Brasil. Por onde o caixão passou foi aplaudido e diversas vezes o ex-presidente foi homenageado com gritos "Jango, Jango, Jango".

Exames que apontarão se Jango foi envenenado serão realizados fora do Brasil

Leia também: Dilma diz que exumação de Jango é "afirmação da democracia"

O segundo enterro deu a Jango as honras que não teve no primeiro e complementou o ato de exumação dos restos mortais para investigação da causa da morte. O ex-presidente morreu em 6 de dezembro de 1976, em Mercedes, na Argentina, durante o exílio. A causa oficial, parada cardíaca, foi contestada por um ex-agente da repressão uruguaia, que diz ter participado de uma operação de envenenamento de Goulart. O primeiro enterro ocorreu em clima tenso. Três mil pessoas desafiaram a ordem militar de um velório rápido e carregaram o caixão pelas ruas de São Borja.


Com Agência Estado e Agência Brasil

Leia tudo sobre: JangoComissão da VerdadeDitadura

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas