PT muda discussão no Rio e tenta acordo com Pezão

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Lula pediu e Lindbergh, pré-candidato do PT ao governo fluminense, vai ter que aguardar desembarque da gestão do PMDB. Se Pezão desistir, poderá ganhar ministério

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Embora contrariado, o senador Lindbergh Farias, pré-candidato do PT ao governo do Rio, terá de esperar até março para que o seu partido abandone a administração do peemedebista Sérgio Cabral. O pedido foi feito pelo ex-presidente Lula. Enquanto isso, o PT vai tentar convencer peemedebistas a deixarem pelo caminho o atual vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, que não vai bem nas pesquisas de intenção de voto. Se Pezão desistir de concorrer ao governo, poderá ganhar uma vaga no ministério de Dilma. PT e PMDB sairiam juntos, segundo essa tese, com Cabral disputando o Senado e Lindbergh o governo. Mas como Pezão vai substituir Cabral, é difícil imaginar um governador em exercício deixar de concorrer, quando está apto para tal missão.

Lula e o presidente nacional do PT, Rui Falcão, estão empenhados em buscar uma solução para a complicada situação no Rio. As negociações continuam. O certo é que Lindbergh será candidato ao governo. Na próxima semana, Lula e Falcão deverão se encontrar com o senador e com o presidente do PT no Rio, Washington Quaquá. Outro problema para o partido é o Maranhão. Lá, o PT está dividido. Mas o vencedor das eleições internas do PT no Estado, Raimundo Monteiro, apoia a aliança com a família Sarney. A ideia de alguns petistas de apoiar a governadora Roseana para o Senado e Flávio Dino, do PCdoB, para o governo, não prosperou. Ao ouvir tal proposta, Roseana ligou para Falcão e reclamou. O PT orientou o vice-governador, o petista Washington Luiz, a aceitar a indicação de seu nome para o Tribunal de Contas do Estado. Foi uma manobra da família Sarney para possibilitar o afastamento de Roseana, a fim de concorrer ao Senado.

Teixeira vai discutir cargo

O secretário-geral do PT, Paulo Teixeira, quer discutir no congresso do partido, no dia 12, em Brasília, o direito de o segundo grupo mais votado na eleição interna escolher o posto mais importante na Executiva, depois da presidência.

Esqueceram de mim

Pesquisa encomendada pelo PSB, logo após a união com a Rede, de Marina Silva, mostrava que 70% dos consultados sabiam da união dos dois partidos políticos. Agora, em nova pesquisa, esse índice caiu para 43%.

A noiva da vez

O PTB sonha com a vaga de vice de Geraldo Alckmin em São Paulo e, ao mesmo tempo, é cortejado por Alexandre Padilha, pré-candidato do PT, e também por Paulo Skaff, do PMDB. Skaff avisou Campos Machado: também quer conversar.

Collor de mãos atadas em Alagoas

O senador e ex-presidente Fernando Collor (PTB) está de mãos atadas em Alagoas. Não sabe se disputa a reeleição ou o governo. Ele depende de uma definição do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB). Renan apoia a candidatura de seu filho, Renan Calheiros Filho, para o governo. Mas, caso o filho não vá bem nas pesquisas, ele próprio assumirá a missão.

Renan só tomará decisão em favereiro ou março

Collor quer uma dobradinha com Renan. Porém, se Renan Filho for o candidato, ele pode ir para a disputa ao governo. Bem cotado nas pesquisas, o presidente do Senado está com a faca e o queijo na mão. Ainda tem quatro anos de mandato no Senado. E não pretende tomar uma decisão agora sobre eventual candidatura ao governo. Vai se definir apenas em fevereiro ou março.

“Sempre lutei por ideais e jamais acumulei riqueza”

José Genoino, deputado condenado no mensalão, ao renunciar ao mandato

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