Acompanhada de ministros, Dilma vai a velório de Marcelo Déda: 'Um grande amigo'

Por iG São Paulo |

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Lula e líderes petistas também foram prestar homenagem. Governador lutava contra um câncer havia quatro anos

A presidente Dilma Rousseff chegou ao velório do governador de Sergipe, Marcelo Déda, em Aracaju por volta das 19h30 (hora de Brasília) e entrou pelos fundo do Palácio de Governo, onde o corpo dele está sendo velado. Déda morreu esta madrugada, em São Paulo, após lutar contra um câncer no intestino por quatro anos. Mais cedo, em nota, Dilma afirmou que perdia um "grande amigo".

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Dilma chegou acompanhada de seis ministros e do governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz. Meia hora depois de Dilma foi a vez do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegar para a missa de corpo presente, em companhia do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma comparece ao velório do governador de Sergipe, Marcelo Déda: 'Um grande amigo'


Líderes petistas presentes no velório elogiaram sua conduta ética ao longo da carreira. " Déda conseguia fazer coisas para além da política" e " cultivava valores que em geral quem está muito na militância acaba esquecendo que é justamente a coisa do afeto da ética, muito refinado. Ele era muito cuidadoso", disse o ministro Gilberto Carvalho.

Depois de lembrar que Déda foi um dos fundadores do PT, Carvalho comentou que Déda "morreu pobre, um sinal também dessa postura extremamente cuidadosa". E emendou: "ele vai na contramão da cultura política tradicional, da política feita para fazer fortuna da política, feita para se apropriar do bem público. Para mim, ele é referência e era uma das melhores expressões dessa geração que conseguiu fazer política de uma maneira diferente".

Já o governador da Bahia, Jacques Wagner, destacou que Déda "era um código de ética de procedimento bom caratismo, um negócio que você não vê o tempo todo sobrando por aí. Parafraseando a presidente, com a perda com a perda o que nos resta é tomar o exemplo". Segundo o governador baiano, "Déda fez uma revolução, acho que fez muitas coisas nesses seis anos de governo. É uma perda para família para o povo brasileiro ,para o PT".

Pelo menos três governadores chegaram para o velório: do Ceará, Cid Gomes, da Bahia, Jacques Wagner, e do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

Cid Gomes disse que "é uma perda lamentável, sem dúvida. O Déda era um líder do Nordeste. Ele era apontado sempre como uma pessoa de diálogo". Já Sérgio Cabral lembrou que Déda era "um entusiasta do Brasil, um apaixonado por Sergipe e pelo Rio de Janeiro". E emendou: "ele só não era perfeito porque não era vascaíno, era flamenguista Desfilamos juntos uma vez pela Mangueira e já passou o fim de semana lá em casa com o presidente Lula fazendo farra".

O velório será aberto ao público. O corpo de Déda será cremado amanhã em Salvador, a pedido dele mesmo, segundo informações de sua assessoria.

Com Agência Estado

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