Dilma e Lula se reúnem por quase três horas com PP e acertam apoio

Por Agência Estado |

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Legenda confirmou neste sábado (30) apoio à reeleição petista mesmo nos Estados onde há racha com o PT

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Em encontro realizado na tarde deste sábado com integrantes da cúpula do Partido Progressista (PP), a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acertaram o apoio da legenda à reeleição da petista mesmo nos Estados onde houver racha com o PT.

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O encontro, que durou cerca de duas horas e meia, ocorreu na Granja do Torto, em Brasília, e contou com a presença do presidente do PP, Ciro Nogueira (PI), do ministro das Cidades, Agnaldo Ribeiro, e do líder da bancada do partido na Câmara, Eduardo da Fonte (PE).

"Fizemos um raio x dos problemas nos Estados e decidimos que onde não houver como unificar os palanques, os nossos candidatos vão apoiar a reeleição da presidente Dilma", disse Eduardo da Fonte. Atualmente há rachas entre a legenda e o PT nos Estados do Rio Grande do Sul, Alagoas e Amazonas.

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O encontro com o PP foi realizado após Dilma e Lula conversarem com a cúpula do PMDB na tarde de hoje. O presidente interino do PMDB, Valdir Raupp, disse na saída que o partido pediu ao PT para continuar no governo de Sérgio Cabral, no Rio de Janeiro, pelo menos até março, segurando assim a candidatura de Lindbergh Farias.

Raupp afirmou ainda que os dois partidos teriam chegado a acordo para manter o apoio petista à família Sarney no Maranhão.

"No Rio de Janeiro acho que tem de dar um tempo porque está muito claro que a divisão do PT e do PMDB deve prejudicar as duas candidaturas, é o que já está acontecendo nas pesquisas", afirmou o presidente interino do PMDB. "Foi feito um apelo pelo presidente Michel Temer e por nós para que se espere até março", complementou.

A situação do Rio de Janeiro é tida como a mais complexa porque o PT não aceita abrir mão da candidatura de Lindbergh Farias e o PMDB insiste em ter na disputa o vice de Cabral, Luiz Fernando Pezão. O PT faria o rompimento neste final de semana, mas adiou a decisão a pedido de Lula.

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