Para defensores do voto aberto, derrota foi "tratoraço" de Renan

Por Marcel Frota e Nivaldo Souza - iG Brasília | - Atualizada às

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Votação em 2º turno da PEC do Voto Aberto no Senado chama atenção pela celeridade com que o presidente da Casa conduziu o processo em determinados momentos

A votação em segundo turno da PEC do Voto Aberto no Senado chamou a atenção pela rapidez com que o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), conduziu o processo em determinados momentos, sobretudo na apreciação dos requerimentos de votação dos destaques. Um desses requerimentos, o segundo na ordem de apreciação, era justamente o que estabelecia o voto aberto em todas as modalidades. "O presidente caminhava com celeridade", diz o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP).

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Nos corredores da Casa ficou o burburinho de que Renan "foi trabalhar com o trator ligado", em referência às manobras para evitar que os requerimentos fossem analisados em votação nominal. O tema foi alvo até mesmo de brincadeira entre o contrariado senador Mário Couto (PSDB-PA), favorável a abertura total do voto, e o colega Lobão Filho (PMDB-MA), defensor do voto fechado. "Você foi tratorado", disse Lobão, quando Couto protestava contra a decisão de Renan.

O grupo em defesa da abertura do voto, liderado pelo senado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), ensaiava a manobra para derrubar destaques limitando o voto quando Romero Jucá (PMDB-RR) se antecipou pedindo votação nominal para o primeiro requerimento, que tratava sobre apreciação de vetos presidenciais. Com isso, os outros dois, incluindo o do voto aberto geral, foram votados simbolicamente. "Foi um tratoraço", resumiu Rollemberg.

Assista a bate papo sobre os bastidores da votação:

Apesar da derrota do voto aberto irrestrito, o senador socialista comemorou o avanço que significou o fim do segredo na apreciação de vetos e nos casos de cassação de mandato. "Não imaginei que chegaríamos tão longe", reconheceu Rollemberg. "Foi mais do que o possível, porque quando começou (a tramitação do projeto) pensei que nem isso seria aprovado", disse.

Agora, caberá a Câmara decidir se confirma os trechos votados pelo Senado na PEC do Voto Aberto, que volta para apreciação de deputados, donos da palavra final sobre tema.



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