Ministro da Saúde e pré-candidato do PT tenta atrair para sua chapa aliado histórico dos tucanos no Estado

Brasil Econômico

O ministro da Saúde e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, quer o apoio do PTB. Segundo petebistas, Padilha, acompanhado do deputado Candido Vaccarezza (PT-SP), se reuniu com o líder do partido na Assembleia paulista, Campos Machado. No encontro, Padilha teria proposto que Machado indicasse o nome do vice na chapa petista. Machado não respondeu. Secretário-geral do diretório nacional do PTB, o deputado diz ter um compromisso de fidelidade com o tucano Geraldo Alckmin. Sempre esteve ao lado do governador e do PSDB nas eleições em São Paulo. E Machado já reivindicou a vice na aliança tucana. O petebista avalia que não há chances de o PSDB conseguir um vice do PSB, por causa da necessidade de Eduardo Campos ter palanque em São Paulo.

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O fato novo é que, pela primeira vez, Machado decidiu apoiar o PT na disputa presidencial. Os petebistas sempre fizeram parte da base de sustentação de Lula e Dilma. Mas o partido nunca havia conseguido o apoio de seu diretório em São Paulo aos petistas. Cada vez mais próximo do partido de Lula e Dilma, Machado se reuniu recentemente também com o presidente do PT, Rui Falcão. Tudo, daqui para a frente, vai depender da resposta tucana à reivindicação do PTB. Se Machado avaliar que o PSDB não soube agradecer a sua lealdade, os petebistas podem cair definitivamente nos braços do PT. No momento, a pedido do PSDB, a Assembleia paulista discute a possibilidade de punição ao deputado petista licenciado Simão Pedro pela suposta articulação entre o PT e o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para denunciar o cartel na compra de trens pelo Metrô de São Paulo. Ainda aliado tucano, Machado é contra a iniciativa.

Vaccarezza diz que apoio é bem-vindo

Candido Vaccarezza diz ser amigo de Campos Machado e afirmou que ficará feliz se o PTB apoiar Padilha. Mas não confirmou o oferecimento da vice. Ressaltou ainda que “nada foi decidido” no encontro e “as conversas prosseguem com outros partidos”.

Aliados acham que PSD ainda pode mudar de rumo

Segundo aliados, o apoio do ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab (PSD) à reeleição de Dilma ainda corre riscos. Kassab não quer ministério agora, mas espaços no governo para abrigar correligionários. Se não conseguir e, ao mesmo tempo, a aliança PSB-Rede prosperar, Kassab mudará de rumo. Ele acha que essa chapa pode ser inverter e Marina ocupar o lugar do governador Eduardo Campos.

Deputado critica “visão hegemônica” no PT

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) reagiu ontem à informação, antecipada pela coluna, de que a direção petista não pretende mantê-lo na secretária-geral do diretório nacional. Por integrar a corrente Mensagem do Partido, a segunda mais votada nas eleições internas do PT, Teixeira julga ter esse direito. O presidente reconduzido ao cargo, Rui Falcão, avalia que não. “Se for verdade, isso rompe uma tradição histórica do PT. Rompe com uma unidade interna e demonstra a intenção de uma política hegemônica da CNB (a corrente majoritária Construindo um Novo Brasil)”, reclamou. Para ele, essa decisão faz renascer a ideia “de uma força só dominar o País”.

Aécio encerra viagens este ano em Belém

O presidenciável tucano Aécio Neves encerrará suas viagens pelo País com a ida a Bauru (SP), no sábado, e a Belém (PA), no dia 5 de dezembro. Na capital paraense, participará de encontro do PSDB da Amazônia Oriental e será recebido pelo governador Simão Jatene e o prefeito Zenaldo Coutinho, ambos tucanos. No dia 10, Aécio anunciará os principais pontos de seu programa de governo.

Deputada estadual Janira Rocha (PSOL-RJ) , ao negar cobrança de dinheiro de funcionários e comparar contribuições ao dízimo: "Se você faz parte de uma igreja, você tem que pagar dízimo. Se você faz parte de uma associação, tem que pagar alguma contribuição”

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