Dirceu terá salário de R$ 20 mil se for autorizado a trabalhar em hotel

Por Wilson Lima - iG Brasília | - Atualizada às

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Salário mensal corresponde ao cargo de gerente administrativo com carga horária das 8h às 17h; para trabalhar, ex-ministro precisa do aval da Justiça

O ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu, um dos presos no mensalão, terá salário de R$ 20 mil por mês se a Justiça autorizar que ele trabalhe como gerente administrativo do hotel Saint Peter, um hotel quatro estrelas de Brasília, durante o cumprimento da pena em regime semiaberto. Dirceu pede para trabalhar das 8h às 17h, com uma hora de almoço, entre 12h e 13h.

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Brasília: Dirceu pede à Justiça para trabalhar como gerente de hotel

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O contrato de trabalho foi assinado dia 22 de novembro, uma semana após a Polícia Federal (PF) cumprir o mandado de prisão. Mas, para assumir o emprego, Dirceu, que está na Penitenciária da Papuda, precisará de uma decisão do juiz da Vara de Execuções Penais (Vepe) de Brasília, Bruno Ribeiro. A decisão também passará pelo crivo do presidente do STF, Joaquim Barbosa. Além disso, a empresa vai ter de provar que a vaga já existia antes da prisão de Dirceu e que a remuneração é compatível ao cargo oferecido ao ex-ministro. 

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Dirceu ao se entregar na sede da PF em SP

Condenado a 10 anos e 10 meses de prisão no mensalão, o ex-ministro encontra-se, desde a semana passada, em regime semiaberto - parte relativa à condenação de 7 anos e 11 meses por corrupção ativa -, conforme entendimento do Supremo.

Em seu argumento, a defesa do ex-ministro diz que não há dúvida que "torna-se admissível a realização de trabalho externo [de Dirceu], conforme preceitua o artigo 35, parágrafo 2.º do Código Penal". E completa: "José Dirceu preenche todos os requisitos necessários para que lhe seja deferida a possibilidade de trabalho externo."

O ex-ministro já tem até carteira de trabalho com carimbo do seu empregador. No contrato, a direção do St. Peter Hotel fez constar a informação de que "tem plena ciência e anui com as condições do empregado no sentido de cumprir a atividade laboral, seja no tocante ao horário, seja por outra exigência a qualquer título, relativamente ao regime profissional semiaberto ou outro que seja determinado pelo Poder Judiciário para cumprimento da pena a que foi submetido em razão da condenação na Ação Penal 470".

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