Câmara sinaliza que pode aposentar Genoino por invalidez

Por Nivaldo Souza - iG Brasília | - Atualizada às

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Henrique Alves (PMDB-RN) sinaliza a possibilidade de antecipar relatório médico de junta médica sobre o estado de saúde de ex-presidente do PT

Após se reunir com um dos médicos responsáveis pela avaliação do quadro de saúde de José Genoino, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) indicou que a junta médica pode apresentar o documento amanhã, favorável à aposentadoria por invalidez.

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Alves não deu uma data precisa quando o laudo pode ser finalizado, mas pediu um adiantamento dos exames do deputado, que está afastado da Casa por motivos médicos. Inicialmente, o laudo deveria ter sido entregue em setembro, mas a junta pediu mais quatro meses para acompanhar a doença crônica do petista. O prazo, que acabaria em janeiro, foi adiantado por pedido do presidente.

Os deputados têm sido procurados por familiares de Genoino, que estaria enfrentando dificuldades financeiras por causa de sua doença. “Se vier laudo confiável, autenticado por um médico, a oposição não vai se opor por uma questão de não ser desumana”, disse Nilson Leitão (PSDB-MT), líder da minoria na Casa.

Há quatro meses, o petista passou por uma cirurgia cardíaca para correção de uma descamação da aorta. Ele ainda se submete a tratamento e toma medicação para se recuperar da intervenção cirúrgica.

A ida do grupo de profissionais à casa onde está hospedado Genoino ontem foi autorizada pelo próprio presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), apesar de não ter aval do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Se parecer for favorável, Genoino terá direito a uma aposentadoria de R$ 26 mil por mês. Alves negou que a decisão causaria atrito com o Judiciário. "O Supremo mandou fazer a sua (avaliação) e esta Casa quer fazer a sua análise como Poder Legislativo", justificou. "São coisas diferentes".

Condenado a seis anos e 11 meses de prisão em regime semiaberto, Genoino foi o primeiro a se entregar à Polícia Federal, em São Paulo, na última sexta (15), depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) expediu mandado de prisão contra ele e outros 11 condenados.

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