Senador quer unir PT e PSDB por governo no Mato Grosso do Sul

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento | - Atualizada às

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Delcídio Amaral tenta fazer aliança entre os partidos rivais, mas direções das siglas devem impedir a iniciativa

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A intenção do senador Delcídio do Amaral, pré-candidato petista ao governo do Mato Grosso do Sul, de fazer aliança com os tucanos no Estado deve causar polêmica dentro do PT. A decisão terá de ser aprovada primeiro em um encontro estadual e depois referendada pelo diretório nacional. Resoluções de congressos e encontros nacionais do PT, no entanto, rejeitam a união com o PSDB, o PPS e o DEM. Há autorização apenas para “casos especiais” em pequenos municípios espalhados pelo País. A direção nacional petista não tem se manifestado sobre a possibilidade dessa aliança no Mato Grosso do Sul. O fato, até o momento, “não existe”, alegam os dirigentes. A proposta precisaria ser formalizada e aí, então, levada para a análise do partido.

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Delcídio, que já foi do PSDB e teve cargos na Petrobras no governo Fernando Henrique, confirmou as negociações para que o deputado federal tucano Reinaldo Azambuja, filho de agropecuaristas, possa fazer parte de sua chapa na disputa ao governo. Azambuja tem interesse na vaga para concorrer ao Senado. O PMDB, que seria o aliado natural dos petistas, é inimigo histórico do PT no Estado. O novo presidente petista no Mato Grosso do Sul, Paulo Duarte, prefeito de Corumbá, é a favor da aliança. “É certo que não haverá chapa pura”, afirmou. O ex-governador Zeca do PT é radicalmente contra a união. Além da resistência de petistas, tucanos também já se movem contra a aliança inusitada. O presidente nacional do PSDB, Sergio Guerra, avisou que chamará os presidentes estaduais do partido para desautorizar “qualquer aliança com o PT”.

Mensalão: petistas queriam atos

Na reunião do Diretório Nacional do PT, anteontem em São Paulo, dirigentes tiveram dificuldades para conter os ânimos de militantes - principalmente os ligados a movimentos sociais -, que estavam revoltados com a prisão dos petistas condenados no caso do mensalão. Surgiram propostas de que o PT saísse às ruas em manifestações contra a prisão. Outros, exaltados, pediam medidas duras contra o presidente do STF, Joaquim Barbosa. O PT teme reações isoladas de seus militantes. E não quer esse tipo de manifestação. A orientação da direção é "não deixar o partido se contaminar”, não “provocar” os juízes do Supremo e aguardar a análise dos embargos infringentes para outros petistas.

Apoio a Genoino

Um abaixo-assinado em apoio ao deputado petista José Genoíno "explodiu", segundo os organizadores, depois de sua prisão. De acordo com petistas, registrava cerca de 20 mil assinaturas. Quatro mil delas ainda estavam sendo checadas.

Angolano escolhia brasileiras na TV

O general e empresário angolano Bento Santos Kangamba, acusado em um esquema de tráfico de mulheres brasileiras para o Exterior, costumava fazer suas escolhas assistindo a programas na TV brasileira. Em um diálogo interceptado pela PF, ele pergunta a um membro da quadrilha no Brasil sobre uma apresentadora. O brasileiro diz: “Ela é grande e boa, mas difícil. Já tentamos”.

Animado, Aécio segue em viagens pelo País

Animado com as declarações enfáticas de FHC, do governador Geraldo Alckmin e de serristas como o senador Aloysio Nunes Ferreira em apoio a sua candidatura, Aécio Neves segue o seu roteiro de viagens. Na sexta-feira, estará em Goiânia, em encontro com o governador Marconi Perillo e outros líderes tucanos de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. São esperadas mil pessoas no evento.

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