Dilma recebe apoio do PSD de Kassab, mas partido evita falar em ministério

Por Nivaldo Souza , iG Brasília | - Atualizada às

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Presidente esteve em ato em Brasília afirmando que espera contar com apoio no restante do mandato. Kassab garante que não participa da reforma ministerial

A cúpula do PSD, partido criado pelo ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab, confirmou apoio formal à reeleição da presidente Dilma Rousseff nesta quarta-feira (20) em ato que reuniu as principais lideranças da legenda em Brasília. A presidente contará com 24 dos 27 diretórios estaduais do PSD na sua campanha de 2014.

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"Acreditamos que o melhor para o Brasil seja a continuidade do governo Dilma. O PSD tem uma convicção muito grande de que para o país avançar, para superar a maior quantidades de desafios, seu governo merece mais quatro anos", afirmou Kassab.

Beto Nociti/Futura Press
Dilma recebe o apoio do PSD de Kassab para 2014


O ex-prefeito, contudo, negou que haja interesse de o partido ocupar espaço no governo a partir da reforma ministerial preparada por Dilma para janeiro. Garantiu que não vai "pleitear" ministérios. "O partido não participa do governo", disse, sinalizando que deve esperar uma eventual reeleição da presidente para buscar espaço na gestão petista.

Dilma recebeu o apoio afirmando que espera "contar com o PSD nos 13 meses que faltam para meu mandato" e evitou falar oficialmente em palanques regionais. Os diretórios do PSD em Minas Gerais, Acre e Pernambuco mantiveram oposição ao apoio nacional da legenda para entrar nas campanhas de Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB).

A presidente minimizou a divisão. "Como presidente estou numa posição diferenciada. Todos os candidatos que querem governar têm de fazer campanha. Eu tenho a vantagem de governar", disse.

O PSD se comprometeu a apoiar os projetos do governo no Congresso ainda que formalmente fora da base aliada. Kassab indicou, porém, "que não é por não estar no governo que não vamos apoiar o governo". "Vamos continuar apoiando todos os projetos de interesse do governo, mas sem integrar a base", disse.

O presidente do PT, Rui Falcão, foi mais direto na avaliação ao afirmar que o PSD tem um comportamento de aliado que já ocorre desde a criação do partido, em 2011, e ocupa o Ministério da Micro Empresa com Guilherme Afif Domingos. "Hoje trata-se da formalização do que já ocorrendo", ressaltou.

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