Marco Aurélio minimiza fuga de Pizzolato: É preciso ‘compreender a angústia’

Por Wilson Lima - iG Brasília |

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Ministro do STF diz que ex-presidente do Banco do Brasil fugiu das ‘condições desumanas’ das penitenciárias

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello minimizou nesta terça-feira a fuga para a Itália do ex-presidente do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato. “Precisamos compreender a angústia de quem está condenado. É íncito à pessoa tentar escapar, principalmente conhecendo as condições desumanas das nossas penitenciárias”, disse Mello. O ministro também negou que houve leniência do Judiciário ou da polícia na fuga de Pizzolato, pois o Brasil tem “fronteiras muito longas”.

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Fundador do PT, Pizzolato foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão por ter abastecido o mensalão desviando recursos do Fundo Visanet. Com pena superior a 8 anos, ele ficaria detido inicialmente em regime fechado.

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O ministro criticou a condução das prisões dos condenados pelo STF no mensalão, que aconteceram antes da expedição das cartas de sentenças, que é o documento que determina o tempo e as condições de cada detenção, mas disse que a decisão ter sido tomada por Joaquim Barbosa, presidente da corte, “é algo que conforta”.

“Até hoje não entendo por que eles vieram pra cá, pra Brasília”, disse. “Enquanto não se tem a carta de sentença expedida a prisão ressoa como provisória, e não foi em momento algum decretada a preventiva. Agora, claro, cada cabeça é uma sentença. afinal, nós temos, e isso é algo que conforta, temos como relator o chefe do poder judiciário, o presidente do Supremo”, afirmou Mello.

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