‘Mais três dias assim e Genoino não chega até quinta’, diz irmão sobre prisão

Por Ricardo Galhardo - iG São Paulo | - Atualizada às

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Guimarães teme pela saúde do ex-presidente do PT, que se recupera de uma cirurgia cardíaca. Desde que foi preso, Genoino recebeu atendimento médico em duas ocasiões

O líder petista na Câmara, José Guimarães (PT-CE), manifestou nesta segunda-feira (18) preocupação com a saúde do irmão José Genoino, ex-presidente do partido e deputado licenciado, que está preso desde sexta-feira (15) quando o ministro Joaquim Barbosa, presidente do STF, determinou as prisões de 12 condenados no mensalão.

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“Mais três dias assim e Genoino não chega até quinta-feira”, disse Guimarães, segundo relato de três participantes da reunião da direção nacional do PT para decidir medidas concretas sobre as prisões. Há quatro meses, Genoino passou mal e foi submetido a uma cirurgia para correção de uma descamação de aorta. Ele ainda se submete a tratamento e toma medicação para se recuperar da intervenção cirúrgica.

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Sobre a nota do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), órgão ligado ao Ministério a Justiça, segundo a qual Genoino não passou mal na penitenciária da Papuda, Guimarães rebate: “Ele não pode estar onde está. Conversei com médicos que estiveram com ele lá [no presídio em Brasília] e é risco iminente de vida”, afirmou.

O ex-ministro José Dirceu chegou à sede da PF acompanhado do advogado e foi recebido aos gritos por militantes do PT (15/11). Foto: Futura PressO ex presidente do PT José Genoino foi o primeiro condenado do mensalão a se entregar. Ele se entregou na sede da Polícia Federal (15/11). Foto: Futura PressAo se entregar, José Genoino foi aplaudido por alguns militantes do PT que estavam em frente ao prédio da PF (15/11). Foto: Oslaim Brito/Futura PressDelúbio deixa o edifício central no setor comercial sul, em Brasília, após mais um dia de trabalho na CUT. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaAntes de embarcar para Brasília, eles fizeram exame de corpo de delito (16/11). Foto: Frederico Haikal / Wesley Rodrigues/Hoje em Dia / Futura PressEntre os detidos estava Marcos Valério, o operado do mensalão (16/11). Foto: Frederico Haikal / Wesley Rodrigues/Hoje em Dia / Futura PressAvião da Polícia Federal com condenados no julgamento do Mensalão, no Aeroporto da cidade de Brasília (DF), neste sábado (16). Foto: Pedro França/Futura PressAntes de chegar em Brasília, o avião da Polícia Federal passou em São Paulo e em Minas Gerais. Foto: Pedro França/Futura PressO ex-ministro José Dirceu desembarcou acompanhado de agentes. Foto: Pedro França/Futura PressAntes de chegar em Brasília, o avião passou por Minas Gerais. Foto: Alex de Jesus/O Tempo/Futura PressOs condenados no mensalão chamaram atenção de populares. Foto: Alex de Jesus/O Tempo/Futura PressMilitantes do PT protestam em frente a  Polícia Federal em Brasília. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaMilitantes do PT se reúnem em frente ao prédio da Polícia Federal em Brasília. Os nove condenados do mensalão que se entregaram em SP e MG chegaram a Brasília . Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaEm frente a sede da Polícia Federal em Brasília, militantes do PT esperam por condenados no mensalão. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaNo grupo detido em Minas Gerais também está Kátia Rabello, ex-presidente do Banco Rural (16/11). Foto: Frederico Haikal / Wesley Rodrigues/Hoje em Dia / Futura PressAntes de ser levada para Brasília, Kátia teve que dividir cela com Simone Vasconcelos, ex-funcionária de Valério (16/11). Foto: Frederico Haikal / Wesley Rodrigues/Hoje em Dia / Futura PressRomeu Queiroz, ex-deputado (PTB), também teve que se apresentar à Polícia Federal. Foto: Frederico Haikal / Wesley Rodrigues/Hoje em Dia / Futura PressCristiano Paz, ex-sócio de Marcos Valério, passou por exame de corpo de delito. Foto: Frederico Haikal / Wesley Rodrigues/Hoje em Dia / Futura PressRamon Hollerbach, que também teve de se apresentar à PF, é o outro ex-sócio de Marcos Valério. Foto: Frederico Haikal / Wesley Rodrigues/Hoje em Dia / Futura PressJosé Roberto Salgado é ex-executivo do Banco Rural. Foto: Frederico Haikal / Wesley Rodrigues/Hoje em Dia / Futura PressSete condenados no mensalão se entregaram em Minas Gerais. Eles foram hostilizados pela população (16/11). Foto: Frederico Haikal / Wesley Rodrigues/Hoje em Dia / Futura PressProtesto contra prisão do ex ministro chefe da Casa Civil José Dirceu em frente à sede da Polícia Federal (PF), em Brasília (DF) (16/11). Foto: Futura PressO advogado de José Dirceu José Luís de Oliveira Lima concede entrevista em frente à sede da PF de São Paulo (16/11). Foto: Futura PressManifestantes do PT se reúnem em frente à sede da PF de Brasília para protestar contra prisão dos condenados do mensalão (16/11). Foto: Marcel Frota/iG BrasíliaAdvogado Marthius Sávio Lobato concede entrevista sobre seu cliente, Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão que fugiu para a Itália (16/11). Foto: Futura PressEx-presidente do PT José Genoino e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu deixaram a sede da PF em direção ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (16/11). Foto: Futura PressMarcos Valério se entrega na sede da Polícia Federal em Belo Horizonte (MG) (15/11). Foto: Futura PressO ex-tesoureiro do PL Jacinto Lamas se entregou na sede da Polícia Federal em Brasília (15/11). Foto: Futura PressA ex-funcionária de Marcos Valério Simone Vasconcelos se entrega na sede da Polícia Federal em Belo Horizonte (MG) (15/11). Foto: Futura PressA ex-presidente do Banco Rural Kátia Rabello se entregou na sede da Polícia Federal em Belo Horizonte. Ela estava acompanhada do advogado (15/11). Foto: Futura PressRomeu Queiroz se entrega na sede da Polícia Federal em Belo Horizonte (15/11). Foto: Futura PressEx-sócio de Marcos Valério Ramon Hollerbach se entrega na sede da Polícia Federal em Belo Horizonte (MG) (15/11). Foto: Futura Press


Embora não cite o nome do petista, a nota afirma que "com relação à consulta realizada em um dos detentos, essa se deu em razão da ausência de receitas médicas para alguns medicamentos de uso contínuo. Não houve intercorrência médica até o momento". Familiares e amigos, no entanto, temem pela saúde do ex-presidente do PT condenado no mensalão.

Condenado a seis anos e 11 meses de prisão em regime semiaberto por envolvimento no mensalão, Genoíno se entregou à Polícia Federal, em São Paulo, na última sexta (15), depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) expediu mandado de prisão contra ele e outros 11 condenados.

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De acordo com seus advogados, ele teria tido uma crise de pressão alta no sábado (16), quando foi levado para Brasília. E, na madrugada de domingo, o petista teria sido atendido por um médico particular dentro do presídio.

Contrário à detenção, o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Wadih Damous, também divulgou nota lembrando que “a prisão de condenados deve ser feita com respeito à dignidade da pessoa humana e não servir de objeto de espetacularização midiática e nem para linchamentos morais descabidos".

No final de semana, a defesa de Genoino ingressou com duas petições no Supremo: uma pedindo a transferência dele para São Paulo e outra requerendo que ele possa cumprir prisão em regime domiciliar, em função de seu estado de saúde. Hoje pela manhã, as duas petições foram encaminhadas à Procuradoria Geral da República (PGR) para posicionamento do órgão antes de uma definição do presidente do Supremo, Joaquim Barbosa.

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