Lula desconversa sobre mensalão, mas diz que espera semiaberto a petistas

Por Natália Peixoto - iG São Paulo | - Atualizada às

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Sobre o processo, ex-presidente voltou a dizer que tem ‘muito a comentar’, mas que que irá aguardar o final do julgamento; Dirceu, Genoino e Delúbio estão em presídio

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitou comentar as prisões dos condenados no julgamento do mensalão no início da tarde desta segunda-feira (18) e também não confirmou se irá visitar os companheiros petistas – José Dirceu (ex-ministro), José Genoino (deputado) e Delúbio Soares (ex-tesoureiro) - que estão na penitenciária da Papuda, em Brasília. "Estou aguardando que a lei seja cumprida e quem sabe eles fiquem em regime semiaberto", comentou o ex-presidente em evento em São Paulo.

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Lula negou que tenha falado ao telefone com qualquer um dos presos e disse ter conversado apenas com Luiz Fernando Pacheco, advogado de Genoino.

Alice Vergueiro/Futura Press
Em almoço para comemorar a semana da Consciência Negra, Lula evita comentar mensalão

Ele também não quis comentar a fuga do ex-presidente do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, para a Itália e disse que vai esperar o "julgamento total" do caso para então fazer comentários. "Eu não faço julgamento das decisões da Suprema Corte. Acho que o PT soltou uma nota que condiz com a realidade do momento, nós temos os embargos infringentes para serem votados, vamos aguardar para ver o que vai acontecer."

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Lula foi homenageado com o prêmio Raça Negra, da Faculdade Zumbi dos Palmares, em comemoração da Semana da Consciência Negra. Também discursaram no evento o presidente da República de Guiné, Alpha Condé, o ex-senador dos Estados Unidos reverendo Jesse Jackson e a escritora e deputada angolana Irene Neto. Durante seu discurso, o reitor da faculdade José Vicente elogiou a atuação de Lula no campo das ações afirmativas e o fato de ele ter sido o presidente a nomear o primeiro negro ao Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, atualmente presidente da Corte e responsável pelos mandados de prisão dos condenados.

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