‘Não faltam vagas’, diz juiz do DF que coordenará execução das penas do mensalão

Por Wilson Lima - iG Brasília |

compartilhe

Tamanho do texto

Ademar Silva de Vasconcelos, da Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, diz que ainda não recebeu informação sobre presos

O juiz titular da Vara de Execuções Penais do TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios), Ademar Silva de Vasconcelos, confirmou ao iG no início da tarde deste sábado (16) que ainda não recebeu as cartas de sentenças dos réus do mensalão para executar as penas, mas confirmou que “há vagas” no sistema penitenciário local para o recebimento dos presos, tanto em regime aberto, quanto no semiaberto.

Conheça a nova home do Último Segundo

Leia mais: Dirceu, Genoino, Valério e outros réus do mensalão se entregam

Condenado no mensalão: Ex-diretor do BB está na Itália e não vai se entregar

Ex-diretor do BB, que fugiu para a Itália, diz ter sido perseguido e injustiçado

O ex-ministro José Dirceu chegou à sede da PF acompanhado do advogado e foi recebido aos gritos por militantes do PT (15/11). Foto: Futura PressO ex presidente do PT José Genoino foi o primeiro condenado do mensalão a se entregar. Ele se entregou na sede da Polícia Federal (15/11). Foto: Futura PressAo se entregar, José Genoino foi aplaudido por alguns militantes do PT que estavam em frente ao prédio da PF (15/11). Foto: Oslaim Brito/Futura PressDelúbio deixa o edifício central no setor comercial sul, em Brasília, após mais um dia de trabalho na CUT. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaAntes de embarcar para Brasília, eles fizeram exame de corpo de delito (16/11). Foto: Frederico Haikal / Wesley Rodrigues/Hoje em Dia / Futura PressEntre os detidos estava Marcos Valério, o operado do mensalão (16/11). Foto: Frederico Haikal / Wesley Rodrigues/Hoje em Dia / Futura PressAvião da Polícia Federal com condenados no julgamento do Mensalão, no Aeroporto da cidade de Brasília (DF), neste sábado (16). Foto: Pedro França/Futura PressAntes de chegar em Brasília, o avião da Polícia Federal passou em São Paulo e em Minas Gerais. Foto: Pedro França/Futura PressO ex-ministro José Dirceu desembarcou acompanhado de agentes. Foto: Pedro França/Futura PressAntes de chegar em Brasília, o avião passou por Minas Gerais. Foto: Alex de Jesus/O Tempo/Futura PressOs condenados no mensalão chamaram atenção de populares. Foto: Alex de Jesus/O Tempo/Futura PressMilitantes do PT protestam em frente a  Polícia Federal em Brasília. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaMilitantes do PT se reúnem em frente ao prédio da Polícia Federal em Brasília. Os nove condenados do mensalão que se entregaram em SP e MG chegaram a Brasília . Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaEm frente a sede da Polícia Federal em Brasília, militantes do PT esperam por condenados no mensalão. Foto: Alan Sampaio / iG BrasíliaNo grupo detido em Minas Gerais também está Kátia Rabello, ex-presidente do Banco Rural (16/11). Foto: Frederico Haikal / Wesley Rodrigues/Hoje em Dia / Futura PressAntes de ser levada para Brasília, Kátia teve que dividir cela com Simone Vasconcelos, ex-funcionária de Valério (16/11). Foto: Frederico Haikal / Wesley Rodrigues/Hoje em Dia / Futura PressRomeu Queiroz, ex-deputado (PTB), também teve que se apresentar à Polícia Federal. Foto: Frederico Haikal / Wesley Rodrigues/Hoje em Dia / Futura PressCristiano Paz, ex-sócio de Marcos Valério, passou por exame de corpo de delito. Foto: Frederico Haikal / Wesley Rodrigues/Hoje em Dia / Futura PressRamon Hollerbach, que também teve de se apresentar à PF, é o outro ex-sócio de Marcos Valério. Foto: Frederico Haikal / Wesley Rodrigues/Hoje em Dia / Futura PressJosé Roberto Salgado é ex-executivo do Banco Rural. Foto: Frederico Haikal / Wesley Rodrigues/Hoje em Dia / Futura PressSete condenados no mensalão se entregaram em Minas Gerais. Eles foram hostilizados pela população (16/11). Foto: Frederico Haikal / Wesley Rodrigues/Hoje em Dia / Futura PressProtesto contra prisão do ex ministro chefe da Casa Civil José Dirceu em frente à sede da Polícia Federal (PF), em Brasília (DF) (16/11). Foto: Futura PressO advogado de José Dirceu José Luís de Oliveira Lima concede entrevista em frente à sede da PF de São Paulo (16/11). Foto: Futura PressManifestantes do PT se reúnem em frente à sede da PF de Brasília para protestar contra prisão dos condenados do mensalão (16/11). Foto: Marcel Frota/iG BrasíliaAdvogado Marthius Sávio Lobato concede entrevista sobre seu cliente, Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão que fugiu para a Itália (16/11). Foto: Futura PressEx-presidente do PT José Genoino e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu deixaram a sede da PF em direção ao Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (16/11). Foto: Futura PressMarcos Valério se entrega na sede da Polícia Federal em Belo Horizonte (MG) (15/11). Foto: Futura PressO ex-tesoureiro do PL Jacinto Lamas se entregou na sede da Polícia Federal em Brasília (15/11). Foto: Futura PressA ex-funcionária de Marcos Valério Simone Vasconcelos se entrega na sede da Polícia Federal em Belo Horizonte (MG) (15/11). Foto: Futura PressA ex-presidente do Banco Rural Kátia Rabello se entregou na sede da Polícia Federal em Belo Horizonte. Ela estava acompanhada do advogado (15/11). Foto: Futura PressRomeu Queiroz se entrega na sede da Polícia Federal em Belo Horizonte (15/11). Foto: Futura PressEx-sócio de Marcos Valério Ramon Hollerbach se entrega na sede da Polícia Federal em Belo Horizonte (MG) (15/11). Foto: Futura Press

Segundo dados do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), no Distrito Federal, onde inicialmente as penas serão cumpridas, existem nove estabelecimentos penais. A tendência é que os presos que ficarem em regime fechado (como o operador do mensalão, Marcos Valério), serão recolhidos à Penitenciária da Papuda, onde hoje está abrigado o ex-deputado federal Natan Donadon, condenado a 13 anos e 4 meses de prisão.

Já os presos condenados em um regime semiaberto, como o ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu e o deputado federal licenciado José Genoino, devem ficar no Centro de Progressão Penitenciária (CPP).

Hoje, existem aproximadamente 12,5 mil presos no sistema penitenciário do DF, mas conforme os dados do CNMP, há 4 mil vagas no regime fechado e 1,1 mil vagas no regime semiaberto. “Eu aguardo o Supremo, estou cuidando dos meus presos. Vai ter vagas pra eles. Tem gente entrando no sistema, mas tem gente saindo também. O número é flutuante. Mas eu preciso esperar a execução formal”, diz o juiz Ademar Vasconcelos. “Há vagas, eu não vejo problema com falta de vagas”, complementou. "Tudo o que estou sabendo, estou sabendo pela imprensa".

Conforme determinação do presidente do STF, a execução das prisões ficará a cargo do juiz Ademar Vasconcelos, mas qualquer decisão relacionada a benefícios dos presos passará pelo crivo de Joaquim Barbosa.

Leia tudo sobre: julgamento do mensalãomensalãovagasprisão

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas