Ademar Silva de Vasconcelos, da Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, diz que ainda não recebeu informação sobre presos

O juiz titular da Vara de Execuções Penais do TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios), Ademar Silva de Vasconcelos, confirmou ao iG no início da tarde deste sábado (16) que ainda não recebeu as cartas de sentenças dos réus do mensalão para executar as penas, mas confirmou que “há vagas” no sistema penitenciário local para o recebimento dos presos, tanto em regime aberto, quanto no semiaberto.

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Segundo dados do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), no Distrito Federal, onde inicialmente as penas serão cumpridas, existem nove estabelecimentos penais. A tendência é que os presos que ficarem em regime fechado (como o operador do mensalão, Marcos Valério), serão recolhidos à Penitenciária da Papuda, onde hoje está abrigado o ex-deputado federal Natan Donadon, condenado a 13 anos e 4 meses de prisão.

Já os presos condenados em um regime semiaberto, como o ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu e o deputado federal licenciado José Genoino, devem ficar no Centro de Progressão Penitenciária (CPP).

Hoje, existem aproximadamente 12,5 mil presos no sistema penitenciário do DF, mas conforme os dados do CNMP, há 4 mil vagas no regime fechado e 1,1 mil vagas no regime semiaberto. “Eu aguardo o Supremo, estou cuidando dos meus presos. Vai ter vagas pra eles. Tem gente entrando no sistema, mas tem gente saindo também. O número é flutuante. Mas eu preciso esperar a execução formal”, diz o juiz Ademar Vasconcelos. “Há vagas, eu não vejo problema com falta de vagas”, complementou. "Tudo o que estou sabendo, estou sabendo pela imprensa".

Conforme determinação do presidente do STF, a execução das prisões ficará a cargo do juiz Ademar Vasconcelos, mas qualquer decisão relacionada a benefícios dos presos passará pelo crivo de Joaquim Barbosa.

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