Os dois, segundo as defesas, têm direito ao semiaberto e não poderiam estar presos na carceragem da PF

Os advogados do ex-ministro José Dirceu, José Luís de Oliveira, e do ex-presidente do PT e deputado licenciado José Genoino, Luiz Fernando Pacheco, criticaram nesta sexta-feira (15) em frente à sede da Polícia Federal em São Paulo a “arbitrariedade” das prisões de seus clientes. Tanto Dirceu quanto Genoino, segundo suas defesas, têm direito ao regime semiaberto, mas estão na carceragem da PF. Eles devem passar pelo menos duas noites no local e seguir para Brasília no domingo.

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Genoino, segundo o advogado, está na carceragem do 3º andar do prédio da PF, em regime fechado. “Se não há vagas, não é culpa do condenado, é responsabilidade do Estado”, disse. Pacheco afirmou que na segunda-feira, após a transferência para Brasília, pedirá a volta de Genoino para São Paulo, Estado onde mora sua família. “Para quem enfrentou cinco anos de cadeia na ditadura, ele está muito sereno”, afirmou. O advogado também ouvirá os médicos que cuidaram de Genoino após a recente cirurgia no coração para também pedir prisão domiciliar.

José Luís de Oliveira disse que a prisão de Dirceu é ilegal. “A primeira ilegalidade já foi praticada contra o meu cliente, uma vez que o mandado não determina o regime ao qual ele foi condenado. Ele vai ficar preso amanhã e domingo quando será transferido de avião para Brasília, o que demonstra que está sendo vitima de uma decisão arbitrária e ilegal. Ele foi condenado nesta fase ao regime semiaberto”, afirmou. O advogado disse que amanhã (sábado) vai interpor uma medida para registrar essa ilegalidade.

O coordenador do setorial jurídico do PT, Marco Aurélio de Carvalho, que também estava na PF, afirmou que faltou rigor técnico na execução das prisões e reclamou dos mandados, dizendo que são “inespecíficos”.

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