Lula chamou Haddad para conversar sobre relação com Kassab

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento | - Atualizada às

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Apesar do estremecimento político com o aliado do PSD, prefeito de São Paulo está convicto de que agiu certo

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As denúncias sobre a máfia do ISS em São Paulo azedaram definitivamente as relações entre o prefeito Fernando Haddad (PT) e o seu antecessor, Gilberto Kassab (PSD). A aliança entre os dois partidos pode ainda vingar na campanha à reeleição de Dilma, mas na capital paulistana ficou comprometida. Apesar de ter dito em entrevistas que começou a apurar o caso e apoiava as investigações, Kassab ficou contrariado - como antecipou a coluna - e foi reclamar a Dilma. Também procurou o ex-presidente Lula para dizer que não teve tratamento de aliado. Preocupado, Lula chamou Haddad para uma conversa na última sexta-feira. Tentou apaziguar. Mas, depois, concluiu não ter mais volta. Apesar do estremecimento político com o aliado, Haddad está convicto de que agiu certo.

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Kassab reclamou de Haddad para Dilma por não ter tratamento de aliado

A Controladoria Geral do Município, junto com o Ministério Público, continua apurando o caso. Em encontro ontem com auxiliares, o prefeito disse não acreditar no envolvimento no esquema de seu ex-secretário de Governo, Antonio Donato. Ele foi o responsável pela indicação, na atual gestão, de dois dos funcionários investigados: um para a empresa SPtrans e outro para o seu próprio gabinete. Foi acusado ainda de receber dos envolvidos contribuição de R$ 200 mil para a campanha a vereador e uma mesada de R$ 20 mil. Haddad disse não acreditar nessas acusações porque Donato teria apoiado as investigações da Controladoria e não intercedeu para tentar proteger os acusados. Embora o caso ainda não tivesse vindo a público, cinco dos sete vereadores do PSD na Câmara teriam votado contra o aumento do IPTU proposto por Haddad por já saberem das investigações.

Briga de “brimos”

A guerra entre Haddad e Kassab prossegue. Contrariado com a queda de seu secretário de governo Antonio Donato, o prefeito deve mirar agora em Mauro Ricardo, o secretário de Finanças de Kassab, que teria permitido o avanço do esquema da máfia dos fiscais.

Rei morto, rei posto

Os mais fortes candidatos para substituir Antonio Donato na prefeitura paulistana são o secretário de Saúde, José de Filippi, e o vereador e presidente do diretório municipal do PT, Paulo Fiorilo, Os dois são da corrente CNB, fortalecida nas eleições internas do PT.

A segunda força

A corrente Mensagem ao Partido ficou em segundo lugar nas eleições do PT – e cresceu 5% -, mas não tem qualquer garantia de que manterá a secretaria-geral do diretório nacional petista. Na capital paulista, a Mensagem teve um desempenho pífio: 6,5%.

Igreja diz que devia menos à Band

A Igreja Mundial do Poder de Deus, de Valdemiro Santiago, contesta afirmações da Bandeirantes, proprietária do Canal 21, de que teria deixado de pagar o espaço arrendado na programação da emissora. Foi divulgado que a dívida chegou a R$ 21 milhões. A Mundial diz que ficou devendo apenas um mês (R$ 8,5 milhões). Em novembro, o valor não foi pago “por causa da notificação da rescisão”, diz a igreja. A Mundial agora quer uma indenização de R$ 200 milhões.

Tucanos não veem problema em aliança com PSB em São Paulo

Lideres do PSDB dizem não ver problema em ter o PSB de Eduardo Campos na vaga de vice de Geraldo Alckmin na disputa ao governo. A ideia não agrada ao pré-candidato à presidência Aécio Neves. Tucanos lembram que Alckmin já tem o apoio do PTB e do PRB, que estarão com Dilma. O deputado Márcio França, presidente estadual do PSB, é o indicado. A Rede resiste.

ACM Neto (DEM), prefeito de Salvador, ao defender Mauro Ricardo Costa, seu secretário da Fazenda e ex-secretário de Finanças de Kassab, que tem ex-assessores envolvidos em denúncias: "Na vida pública, esse tipo de coisa pode acontecer: um auxiliar seu agir de maneira incorreta sem que necessariamente você tenha conhecimento"

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