Após ter prisão decretada, delator do mensalão diz que não tem arrependimentos

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Ex-deputado Roberto Jefferson foi condenado a seis anos de cadeia por corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Wilton Junior/ AE
“Não (tenho arrependimentos), tudo certo. Não me regozijo, sou um réu condenado como todos os outros, vamos aguardar que se cumpra o destino”, escreveu em rede social

Com prisão decretada por ter sido condenado a seis anos e seis meses de cadeia por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do mensalão, o ex-deputado federal Roberto Jefferson disse nesta quinta-feira (14) em uma rede social que não tem arrependimentos. Além disso, o delator do escândalo amenizou a decisão do Supremo Tribunal Federal, que determina que ele e outros 13 réus devam começar a cumprir suas penas imediatamente.

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STF decide pela prisão imediata dos condenados no mensalão

“Não (tenho arrependimentos), tudo certo. Não me regozijo, sou um réu condenado como todos os outros, vamos aguardar que se cumpra o destino”, escreveu em sua página pessoa.

Apesar da determinação do STF, o ex-deputado ainda deve passar o feriado e o fim de semana na companhia da família. A expectativa inicial era que esses mandados fossem expedidos ainda hoje , mas agora, conforme informações de ministros do Supremo, a tendência é que os pedidos de prisão saiam somente na segunda-feira (18), devido justamente ao feriado nesta sexta-feira (15). Assim, os réus condenados no mensalão só devem ir presos na próxima semana.

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É que, embora o resultado tenha sido proclamado, não houve a confirmação das penas que cada réu começará a cumprir. As dúvidas começaram após a divergência aberta pelo ministro Teori Zavascki no julgamento de ontem. Ele alegou que alguns réus, mesmo sem direito aos embargos infringentes (recurso que dá direito a um novo julgamento), mas que impetraram com esse recurso, deveriam ter a pena suspensa com relação aos crimes que foram alvo de questionamento.

Ou seja, teriam os mesmos direitos dos réus que tiveram ao menos quatro votos pela absolvição e entraram com os infringentes. Nos dois casos, a maioria do STF decidiu que ainda não se pode considerar o trânsito em julgado (a inexistência da possibilidade de recursos) da ação penal.

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