Restos mortais do ex-presidente serão levados a Brasília, onde haverá cerimônia com a presença da presidente

Agência Estado

O processo de exumação do corpo do ex-presidente João Goulart terminou no início da madrugada desta quinta-feira (14) após cerca de 18h30 de trabalho, de acordo com a Secretaria de Direitos Humanos. Os trabalhos começaram por volta das 7h15 desta quarta-feira (13).

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Saída do esquife com os restos mortais do corpo do ex-presidente João Goulart no cemitério Jardim da Paz em São Borja (RS)
Itamar Aguiar/Futura Press
Saída do esquife com os restos mortais do corpo do ex-presidente João Goulart no cemitério Jardim da Paz em São Borja (RS)

De acordo com a assessoria da Secretaria de Direitos Humanos, o tempo exigido deveu-se aos detalhes que envolvem o processo. Pelo perfil oficial do Twitter, a secretaria informou que a urna com os restos mortais de Jango deixou o Cemitério Jardim da Paz, no município de São Borja (RS), e foi levado para o no Quartel da Brigada Militar (BM), sob escolta da Polícia Federal e da própria BM. A previsão era que o corpo fosse levado a Santa Maria, mas por questão de logística, foi levado direto de São Borja para Brasília, em voo da Força Aérea Brasileira, por volta das 8h40.

Está prevista para esta manhã a cerimônia de chegada do corpo do ex-presidente na Base Aérea de Brasília, onde será recebido com honras militares pela presidente Dilma Rousseff.

Exumação

No início dos trabalhos, os peritos perfuraram a gaveta de cimento onde estava o caixão e aguardaram a liberação total dos gases resultantes da decomposição do corpo, para então retirarem o caixão para o ambiente externo. Amostras do ar interno, confinado na gaveta, também foram colhidas para análises. O acesso ao jazigo foi isolado.

A perícia dos restos mortais será concluída no Instituto Nacional de Criminalística (INC), órgão da Polícia Federal, em Brasília. Vão participar técnicos brasileiros, argentinos, uruguaios e um especialista cubano.

As análises tentam esclarecer se Jango morreu em consequência de problemas cardíacos ou envenenado por agentes da Operação Condor, espécie de consórcio formado entre governos militares sul-americanos para repressão e eliminação de opositores políticos. Não há prazo para divulgação do laudo conclusivo.

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