PP e PR minimizam impacto da prisão de deputados após ação no STF

Por Nivaldo Souza - iG Brasília |

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Líderes dos partidos de Pedro Henry e Valdemar Costa Neto, envolvidos no escândalo, preveem pouca influência da decisão futura do Supremo durante as eleições de 2014

A prisão dos deputados Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT) é vista como questão de tempo pelos líderes dos seus respectivos partidos na Câmara, apesar da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de adiar a decisão para uma nova rodada de julgamento prevista para 2014. Os líderem minimizam eventuais impactos das prisões, afirmando que em nada afetarão a atuação da bancada na segunda casa do Congresso Nacional. Eles avaliam que o impacto da condenação em pleno ano eleitoral não será suficiente para arranhar candidadutas das legendas depois de os próprios deputados terem sido reeleitos em 2010, quando já estavam arrolados no processo do mensalão. "A decisão do Supremo é para ser cumprida. Isso é uma realidade e não um impecilho para a vida do partido", afirma o líder do PP, Eduardo da Fonte (PE).

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Abr
Valdemar Costa Neto "sabe que a situação (de prisão) é iminente e está preparado para cumprir pena"

O líder do PP, Anthony Garotinho (RJ), diz que Costa Neto fez a transição do controle mantido sobre o núcleo paulista da legenda e que, por isso, não haverá qualquer constrangimento ao partido na esfera nacional. "Ele (Costa Neto) já havia se afastado da direção do partido e a decisão (do Supremo) não muda nada", afirma.

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Costa Neto cedeu o controle do PR em São Paulo para o senador Antônio Carlos Rodrigues, o que é visto informalmente como uma garantia de que depois do cumprimento da pena de 7 anos e 10 meses de prisão haverá algum espaço no comando da sigla.

Semana discreta

A expectativa em torno da sessão do STF que decidiu decidiu ontem pela prisão de outros 15 condenados no mensalão levou os deputados do PP e do PR a assumirem uma postura discreta na última semana.

Costa Neto foi visto pela última vez por colegas de partido na última terça-feira, quando falou com alguns poucos parlamentares do PR antes de se recolher em sua casa em Brasília para aguardar a rodada de debates no STF. "Falei com ele na terça e me pareceu que estava angustiado, mas tranquilo", diz Garotinho.

Segundo o pré-candidanto ao governo do Rio de Janeiro, a angustia sinalizada pelo amigo "é de quem sabe que a situação (de prisão) é iminente e está preparado para cumprir a pena".

Pedro Henry esteve com o líder de seu partido na semana passada. O deputado condenado a 7 anos e 2 meses de prisão tirou a semana de feriadão para participar de um congresso de medicina em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, até domingo (17), segundo seu gabinete na Câmara. "Ele me pareceu bem tranquilo, sereno. É uma questão muito pessoal (a prisão) e ninguém pode entrar na situação", afirma Eduardo da Fonte. "A palavra certa é sereno. Ele estava bem sereno. Ninguém pode discutir uma decisão do Supremo", diz.

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