Ganha força a proposta de chapa Aécio-Serra

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Proposta teria sido feita recentemente pelo ex-presidente FHC e pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin

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O ex-governador paulista José Serra descartou veementemente a possibilidade de ser o vice do senador mineiro Aécio Neves (PSDB) na disputa ao Planalto. Mas tucanos afirmam que, agora, ele teria começado a gostar da ideia. Segundo versões, Serra faria um jogo de cena por mais algum tempo, mas acabaria aceitando a proposta feita recentemente pelo ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso e pelo governador Geraldo Alckmin. Quando a sugestão lhe foi apresentada, Serra teria feito uma contraproposta: Alckmin seria o vice do senador e ele candidato a governador em São Paulo. A ideia foi rejeitada, em razão de a candidatura à reeleição de Alckmin já estar consolidada. Se Serra não aceitar a vice, não lhe sobrarão muitas alternativas.

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A candidatura de Aécio tem o apoio dos 27 diretórios regionais tucanos. “Concorrer a uma vaga na Câmara, o Serra não vai querer. Disputar o Senado com o Suplicy (PT) não será fácil. Acho que ele acabará aceitando”, diz um influente tucano. Na avaliação desse dirigente, o fato de Aécio não ter uma coligação partidária expressiva facilitará a tentativa de unir os dois nomes de dois Estados importantes. Alianças partidárias, avaliam, serão priorizadas nas disputas regionais. A partir desse entendimento, o mesmo líder tucano acredita que o PSDB paulista deve fechar com o PSB de Eduardo Campos, garantindo a vice de Alckmin para o deputado Márcio França. “Houve uma sinalização nesse sentido há um mês. Estamos discutindo e acho que virão conosco”, afirma. Essa já é uma aliança que não interessa a Aécio.

Focinho de porco

Petistas avaliaram que Antonio Donato, secretário de Governo da prefeitura de SP que caiu por ter mantido em seu gabinete um integrante da máfia do ISS, não tinha mais como se manter. “Não acredito que ele seja culpado. Mas é difícil explicar que focinho de porco não é tomada”, disse um parlamentar.

Os mais influentes no Congresso

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves (PMDB-RN), foi considerado o parlamentar mais influente do Congresso, seguido por Eduardo Cunha (RJ), líder do PMDB; Arlindo Chinaglia (PT-SP), líder do governo Dilma; e Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado. A conclusão é do DIAP (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar). Os seis que completam a lista dos dez mais influentes também têm cargos de liderança no Congresso ou em seus partidos: Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Romero Jucá (PMDB-RR), Carlos Sampaio (PSDB-SP), José Guimarães (PT-CE), Aécio Neves (PSDB-MG) e Walter Pinheiro (PT-BA).

Dirigente do PT quer mudar o PED

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP), da Mensagem ao Partido, corrente que ficou em segundo lugar nas eleições internas petistas, diz que o PED (Processo de Eleições Diretas) precisa mudar. “Tem de mudar a forma de organização. É preciso rever esse processo burocrático e esvaziado do ponto de vista do debate”, diz o atual secretário-geral do partido. Ele considerou positivo o maior número de mulheres, negros e jovens na direção.

Monteiro admite dois palanques para Dilma

O senador Armando Monteiro (PTB) diz que a presidente Dilma poderá ter dois palanques em Pernambuco nas eleições do próximo ano. Para ele, é natural o PT querer lançar um candidato ao governo do Estado. Segundo Monteiro, os dois partidos estarão juntos no segundo turno. “Sabemos que há intenção de somar para a reeleição da Dilma”, afirmou.

João Marcelo Goulart, neto de João Goulart, sobre a exumação do corpo do avô: “É um momento histórico para todas as vítimas da ditadura”.

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