De volta à Câmara, ex-secretário de Haddad pede licença de 13 dias

Por Agência Estado |

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Donato alegou motivos pessoais e só deve voltar no dia 25. Ele foi acusado de receber dinheiro de quadrilha para campanha eleitoral a vereador em 2012

Agência Estado

Um dia após se afastar da gestão Fernando Haddad (PT) sob acusação de ter recebido mesada da quadrilha que desviava imposto em São Paulo, o ex-secretário do Governo Municipal Antônio Donato pediu nesta quarta-feira (13), 13 dias de licença da Câmara Municipal, onde retomou o mandato de vereador.

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Donato alegou motivos pessoais e só deve voltar no dia 25. O ex-braço-direito de Haddad estava na comitiva, com outros nove vereadores, que vai para Israel nesta quinta-feira (14), como representante da Prefeitura de São Paulo. Com a saída, ele não viaja mais. Quem perde a cadeira parlamentar é o suplente Alessandro Guedes (PT).

Donato foi acusado pelos auditores fiscais Eduardo Barcellos e Ronilson Rodrigues, dois dos quatro suspeitos de fraudar até R$ 500 milhões em impostos, de receber dinheiro da quadrilha para a campanha eleitoral a vereador em 2012. O promotor Roberto Bodini disse que pretende ouvir o ex-secretário do Governo Municipal de São Paulo.

Leia também: Fiscal suspeito de fraude diz que pagava R$ 20 mil por mês a Donato

Barcellos disse ter pago a pedido de Donato R$ 20 mil por mês a ele entre dezembro de 2011 e setembro de 2012. A acusação do fiscal foi feita nesta terça-feira, 12, mesmo dia em que Donato pediu afastamento do cargo de secretário para se defender das acusações. Ela nega ter recebido dinheiro.

Mais: Prefeitura de São Paulo abre sindicância para apurar conduta de Donato

De acordo com petistas, os presidentes nacional, deputado estadual Rui Falcão, estadual, Emídio de Souza, e municipal do partido, Paulo Fiorilo, foram contra o afastamento de Donato. Falcão, Souza e Fiorilo foram informados do anúncio nesta terça-feira, 12, durante almoço com o prefeito de São Paulo.

CPI

Na sessão desta quarta-feira, o vereador Gilberto Natalini (PV) tenta coletar as 19 assinaturas necessárias para protocolar um pedido de comissão parlamentar de inquéirot (CPI) para investigar fraudes na arrecadação dos Impostos Sobre Serviços (ISS) e Predial e Territorial Urbano (IPTU). Até as 16h30, 15 parlamentares haviam assinado o pedido, entre eles o vereador Aurélio Miguel (PR), que também foi acusado por fiscais de ter recebido dinheiro da quadrilha. Miguel nega a acusação.

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