Secretário de Haddad pediu afastamento do cargo nesta terça, mas nega envolvimento no caso

O fiscal suspeito de fraude na Prefeitura de São Paulo Eduardo Horle Barcellos disse em depoimento ao Ministério Público nesta terça-feira (12) que pagava R$ 20 mil por mês a Antonio Donato, que na época era vereador na capital paulista. Reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, afirma que o dinheiro era obtido com cobrança de propina em troca de descontos no Imposto sobre Serviços (ISS).

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Citado em grampo, secretário de Haddad pede afastamento do cargo

Donato, secretário de Governo de Fernando Haddad, pediu afastamento do cargo nesta terça-feira, mas nega envolvimento no caso. Em nota, diz ter identificado "uma orquestração por parte dos servidores investigados para envolvê-lo de forma leviana e, assim, atrapalhar o curso das investigações".

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Ainda segundo o depoimento do fiscal, o dinheiro dado a Donato serviria para garantir a permanência nos cargos e a continuidade do esquema de desvio. O promotor Roberto Bodini disse ao Jornal Nacional que o suspeito afirmou que Donato não tinha conhecimento da origem do dinheiro. “Que era dinheiro de propina era”, afirmou Bodini.

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