Pepe Vargas diz que ambientalismo de Marina Silva é 'reacionário e conservador'

Por Luciana Lima e Marcel Frota - iG Brasília | - Atualizada às

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Ao iG, ministro do Desenvolvimento Agrário afirmou que o governo não terá nenhum problema em debater a questão ambiental na disputa eleitoral de 2014

A pauta da sustentabilidade ambiental, repetida exaustivamente pela ex-senadora Marina Silva (PSB), tem tomado corpo no cenário político e deve ganhar a atenção nas eleições. Para o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, o governo não teme debater esse tema nas eleições. Ele não poupou críticas aos conceitos de preservação ambiental pregados por Marina Silva, que classifica como “reacionários e conservadores”.

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“Esse debate, nós não temos problema nenhum de fazê-lo”, disse o ministro em entrevista ao iG. “A nossa visão ambiental diz que a sustentabilidade tem que ter o eixo ambiental, o eixo social e tem que ter visão da economia. Um ambientalismo sem visão social é profundamente conservador e reacionário”, opinou o ministro, que deve deixar a pasta até janeiro para disputar eleição, ou para deputado federal, ou para até mesmo para uma vaga no Senado.


“Marina defende um ambientalismo que não dialoga com as questões sociais e econômicas. Na minha opinião, é profundamente conservador, é discriminatório com as pessoas mais pobres que moram no campo”, criticou.

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Vargas lembrou a posição da ex-senadora contrária às mudanças no Código Florestal, que foi defendido pelo governo, com ênfase, no Congresso. Na opinião do ministro, ao defender as mesmas regras para grandes e pequenos agricultores, a ex-senadora adotou uma postura que acabaria por prejudicar os pequenos agricultores que não conseguiriam cumprir as condicionantes.

“O pequeno tem que ter regras menos rígidas e o grande tem que ter regras mais rígidas é isso que o código florestal fez, inovando e dando segurança jurídica. Ao contrário do que a Marina diz, o código permitirá a recuperação de boa parte da cobertura vegetal brasileira, sem uma visão punitiva de ir lá, multar”, criticou.

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