Eleonora Menicucci diz que Campos foi único a ignorar programa contra violência

Por Luciana Lima (iG Brasília) |

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Ao votar nas eleições internas do PT, ministra ainda defendeu que o novo presidente precisa mostrar que partido não se distanciou dos movimentos sociais

Ao comparecer à sede nacional do PT para votar nas eleições internas do partido, a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, aproveitou para criticar a postura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), que deve ser um dos principais adversários de Dilma na eleição. Segundo ela, Pernambuco foi o único estado a não aderir ao programa federal de combate à violência: Mulher, Viver sem Violência.

"Nos deram a justificativa de que já existe uma rede estadual, mas nós achamos que esta rede ainda não está consolidada. Não falo que é um boicote, mas só posso pensar que é uma questão política", disse a ministra que esteve no estado para entregar ônibus adaptados para o atendimento à mulher e conversou com coordenadores da política pelos direitos de mulheres no estado.

“O governador não estava lá, estava na Alemanha. A resposta que tive é que Pernambuco não iria aderir porque eles já formaram lá essa rede. Ele se esquece de que essa rede foi formada com recursos federais e com programas nossos que foram implantados em todos os estados”, explicou.

A crítica da ministra vem ecoando o tom que todos os ministros do governo da presidente Dilma adotaram após o rompimento de Campos com o governo e, principalmente, após sua aliança com a ex-senadora Mariana Silva, que se filiou ao PSB e pretende ser vice na chapa que disputará as eleições.

Movimentos sociais

A ministra disse ainda que, para reeleger a presidente Dilma Rousseff em 2014, o próximo presidente nacional do PT terá a função de demonstrar que o partido não se afastou dos movimentos sociais.

“O presidente do PT tem que trabalhar para reorganizar o partido e mostrar que o PT não se distanciou dos movimentos sociais. Discordo que o governo tenha se distanciado dos movimentos sociais. Só é outra forma de governar, diferente da do ex-presidente Lula", disse a ministra referindo-se à gestão da presidente Dilma Rousseff.

As eleições internas do PT ocorrem neste domingo em todo país. Filiada ao PT de São Paulo, por estar em Brasília, a ministra votou em trânsito na sede nacional do partido e optou por não revelar seu voto. “Eu como ministra não acho que devo revelar meu voto”, disse ao chegar à sede do PT.

Paridade

“A própria existência da Secretaria de Mulheres é prova de que o governo do PT não se distanciou dos movimentos sociais. É prova de que a política pelos direitos das mulheres é uma política de Estado e isso nós fomos os primeiros a implantar no Brasil”, disse a ministra, que não deixou de criticar a falta, na prática, de paridade de gênero dentro do PT.

Segundo ela, o fato de não haver nenhuma mulher na disputa pela presidente do partido é um "problemaço".

Disputa

Mais cedo, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à fome, Tereza Campello, votou na sede nacional do partido e declarou seu voto no candidato do campo majoritário do partido, o atual presidente Rui Falcão. Campello também é filiada ao PT de São Paulo, mas precisou votar em trânsito porque viajará de Brasília para o Catar no início da semana para receber o 1º Prêmio para Desempenho Extraordinário em Seguridade Social, concedido pela Associação Internacional de Seguridade Social (ISSA, na sigla em inglês), ao programa Bolsa Família.

A presidente Dilma também é aguardada para votar na sede do PT nacional nesta tarde.

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