Direita e esquerda se unem em protestos

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Ex-membro da Juventude do PP e do antigo PFL, Guto Ferreira diz que vai para a rua lutar contra corrupção e que jovens querem resultados imediatos

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Simpatizante do grupo de cyberativistas Anonymous e atuante nas manifestações de rua iniciadas em junho, Guto Ferreira, ex-integrante da Juventude do PP e do PFL (hoje DEM), diz que os jovens de tendências de direita e de esquerda estão unidos nos protestos contra o governo e o sistema. “Os jovens não estão sintonizados com esses conceitos de direita e esquerda. Não há um movimento político partidário, mas um ativismo político contra o governo e o sistema. E a luta contra a corrupção, contra a miséria e por revindicações na saúde une tanto a extrema direita como a extrema esquerda”, afirma o jovem, formado em Gestão Pública na Escola de Sociologia e Política de São Paulo. “Os partidos são fragmentados. Os jovens não acreditam neles. A juventude quer resultados imediatos.”

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Os Anonymous fizeram manifestação com cerca de 100 pessoas na avenida Paulista, centro de São Paulo, na noite de anteontem. No Rio, mascarados também protestaram na Cinelândia e na avenida Rio Branco. Os protestos em todo o País vão continuar, segundo Ferreira, ressaltando não ser porta-voz do grupo. “Não há lideranças nem porta-vozes. Sou só um simpatizante. Os movimentos são organizados via internet”, explica. Segundo ele, os Anonymous não participam de depredações e atos de vandalismo, ao contrário dos Black Blocs. O grupo usa máscaras do protagonista de histórias em quadrinhos e do filme “V de Vingança” Guy Fawkes (1570-1606), um revolucionáro cristão que tentou implodir o Parlamento Britânico. “Mas eu nunca sairia na rua mascarado”, diz Ferreira. No ato em São Paulo, um manifestante soltou um rojão e, a partir daí, houve confronto com a polícia.

Haddad desviou o foco

Adversários políticos do prefeito paulistano Fernando Haddad (PT) dizem que ele conseguiu amenizar as críticas ao elevado aumento do IPTU em São Paulo graças às denúncias da ação da quadrilha do ISS.

Mais nomes investigados

O Diário Oficial do Estado de São Paulo publicou recentemente uma lista com os nomes de 18 funcionários da prefeitura paulistana investigados pelo Ministério Público por enriquecimento ilícito. A prefeitura diz que não há provas ainda contra alguns nomes da lista.

Documentos eram de procuradora

No MP Federal, descobriu-se que alguns pedidos da Suiça sobre o caso Alstom arquivados “de maneira errada” pelo procurador Rodrigo De Grandis pertenciam a inquéritos a cargo de sua colega Karen Kahn.

Docas: ministro não se pronunciou sobre estudo

Apesar de o ministro interino dos Portos, Antonio Henrique Silveira, negar a intenção de extinguir as atuais oito Docas no País, especialistas do setor dizem que o estudo elaborado pelo governo com esse objetivo - mostrado pela coluna em outubro - deve ser levado adiante. Após a publicação do projeto, o ministro não se manifestou novamente. O governo elaborou a proposta, mas enfrentou resistências para implantá-la.

Líder do PMDB compara oferta de internet a churrascaria

Ao defender a ideia de que o marco civil pode encarecer o acesso dos brasileiros à internet por ter de garantir uma infraestrutura igual para todos, o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), comparou essa oferta a uma churrascaria. “É como oferecer carne 24 horas por dia a todas as pessoas mesmo que elas só almocem e jantem”, afirmou Cunha.

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