Diretório Municipal do partido diz que 'vazamento seletivos' da investigação servem para tirar o foco da gestão do ex-prefeito

A Direção Municipal do PT de São Paulo divulgou uma nota em que defende o secretário de Governo de Fernando Haddad (PT) e vereador licenciado Antônio Donato, citado por suspeitos de integrarem um grupo que desviou cerca de R$ 500 milhões da Prefeitura.

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A quadrilha, investigada pela Controladoria Geral do Município (CGM) e pelo Ministério Público (MP), é suspeita de fraudar a arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) pagos por construtoras.

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Donato foi citado em conversas grampeadas pela investigação, como sendo o destinatário de R$ 200 mil para compor caixa dois de campanha para vereador em 2008. O secretário também foi citado em depoimentos da ex-chefe de gabinete Mauro Ricardo, titular da Secretaria de Finanças durante o governo do ex-prefeito Gilberto Kassab.

Na nota, o PT chama os vazamentos dos dados da investigação de “seletivos”, que visam “’politizar’ uma investigação estritamente técnica” e tirar o foco da gestão Kassab.

Leia a íntegra da nota:

NOTA

A Direção Municipal do PT de São Paulo rejeita de forma taxativa a tentativa de associar o nome do secretário de Governo da Prefeitura de São Paulo, companheiro Antônio Donato, a integrantes de uma quadrilha formada por servidores municipais que agiu livremente na administração passada, e cujo esquema foi desvendado justamente por investigação iniciada na gestão petista de Fernando Haddad.

O vazamento seletivo do que seriam informações e depoimentos no âmbito do Ministério Público Estadual, e em tese resguardados por dever legal, prejudica as investigações em curso, que já identificaram um esquema de cobrança de propina na Secretaria de Finanças da administração anterior, cujo prejuízo aos cofres municipais atinge o montante de R$ 500 milhões. A apuração é também resultado da criação, no governo do PT, da Controladoria Geral do Município forte e aparelhada para a defesa dos interesses da cidadania.

Tais vazamentos seletivos expressam ainda uma ameaça clara: a tentativa de determinados setores de "politizar" uma investigação estritamente técnica, na medida em que informações supostamente contidas em depoimentos prestados ao Ministério Público alimentam o noticiário com acusações infundadas e sem nenhuma consistência factual ao vereador licenciado e secretário de Governo da gestão petista na Prefeitura de São Paulo.

Cada vez mais as informações vão delineando que a quadrilha tinha fortes ligações com o secretario Mauro Ricardo, conhecido homem forte de José Serra na prefeitura, que comandou a Secretaria de Finanças por vários anos nas gestões Serra/Kassab. A sua chefe de gabinete e os subsecretários da Receita Municipal, formavam o núcleo de comando da secretaria de Mauro Ricardo e são alvos das investigações. Eles eram os principais responsáveis pelo desvio de recursos públicos provenientes do ISS (Imposto Sobre Serviços). Essa é a origem das manobras diversionistas que tentam desviar o foco dos verdadeiros organizadores e beneficiários desse esquema.

DIRETÓRIO MUNICIPAL DO PT – SÃO PAULO

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