Porsche e moto não estão na lista de bens de servidores suspeitos de desvio

Por Agência Estado |

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Os investigadores do caso estimam que, além das acusações sobre corrupção, pese contra os detidos também o crime de ocultação do patrimônio

Agência Estado

Uma moto BMW, um Volvo, um Kia Sorento, um Honda CRV, um Toyota Hilux e até uma lancha Sessa C40, avaliada em R$ 1 milhão. O que chama a atenção na extensa lista de bens declarados dos quatro fiscais presos pela Operação Acerto de Contas é o que não está nela: a moto italiana Ducati e o Porsche amarelo apreendidos com os fiscais no dia das prisões, no último dia 30. Os investigadores do caso estimam que, além das acusações sobre corrupção, pese contra os detidos o crime de ocultação do patrimônio.

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Os fiscais acabaram descobertos justamente pela quantidade de bens que possuíam, incompatível com seus salários. O Porsche e a moto foram apreendidos na garagem do fiscal Luis Alexandre Cardoso Magalhães, servidor que aceitou acordo de delação premiada para colaborar com as investigações. Seu advogado, Mário Ricca, declarou que os veículos não são dele.

A reportagem obteve relatório do Conselho de Controle de Atividade Financeira de Carlos Augusto di Lallo do Amaral. São registradas 14 atividades no quesito "operações imobiliárias", ou seja, relata a compra de 14 imóveis. Lista de bens disponível na Prefeitura, que a reportagem também obteve, relata cinco imóveis em nome do fiscal.

Leia mais: MP investiga enriquecimento ilícito de 40 fiscais da Prefeitura 

A reportagem não conseguiu localizar o advogado do fiscal para comentar o caso.

Empresas

Os fiscais também tinham uma preferência por abrir empresas ligadas ao setor imobiliário. Além da ALP administradora de bens, empresa aberta por Magalhães supostamente para receber propina da incorporadora Brookfield, a lista inclui a CCBV Administradora de Bens Próprios, do fiscal Amaral e a Cardoso & Almeida Construtora e Incorporadora, declarada por Eduardo Horle Barcellos.

Há, também, duas casas lotéricas. A suspeita é que elas pudessem ser usadas para lavar dinheiro, com a compra de bilhetes premiados. 

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