Petebista deve apoiar Dilma

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Deputado Campos Machado pretende apoiar reeleição da presidente e o PT pela primeira vez, mas impõe condição

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Tradicional aliado do governador Geraldo Alckmin e do PSDB em São Paulo, o deputado Campos Machado, secretário-geral do diretório nacional do PTB, pretende apoiar a campanha de Dilma e o PT pela primeira vez. Mas impõe uma condição: quer, além de um ministério para o partido, que o PT se comprometa a apoiar a candidatura do senador petebista Armando Monteiro ao governo de Pernambuco e também a reeleição ao Senado de Gim Argello, no Distrito Federal, e de Fernando Collor, em Alagoas. Collor ainda pode concorrer ao governo. O PTB é aliado do governo Dilma e esteve ao lado do ex-presidente Lula. Mas o ramo paulista do partido nunca uniu-se aos petistas. Campos Machado sempre marchou ao lado das candidaturas tucanas (ou apoiadas pelo PSDB).

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No Estado de São Paulo, o deputado não pretende mudar de posição. Ele continua apoiando a reeleição de Alckmin. Seu partido, inclusive, sonha com a vaga de vice na chapa tucana e concorre com outros pretendentes do PSB e do DEM. Em Pernambuco, Machado diz que era quase certo o apoio do governador Eduardo Campos (PSB) a Monteiro. Os planos falharam, segundo ele, em razão da união do PSB com a Rede, de Marina Silva. No Estado, o PT ainda não se decidiu se apoia Monteiro ou lança um candidato próprio. O nome mais forte do PT é o do deputado João Paulo Lima, que aparece em pesquisas com 14%. A Executiva nacional do PT defende o apoio a Monteiro. Seria um forte palanque para a presidente Dilma, no território do adversário Eduardo Campos. A possibilidade de palanque duplo em Pernambuco ainda é discutida.

IPTU: petistas temem prejuízos

Parlamentares do próprio PT, em conversas reservadas, reclamam do aumento do IPTU aprovado em São Paulo. Acham que há distorções em bairros médios e temem prejuízos eleitorais na capital paulistana.

A volta dos que não foram

O ministro interino dos Portos, Antonio Henrique Pinheiro Silveira, viajou a Santos (SP) na segunda-feira para conhecer a região portuária. Ao chegar, foi chamado por Dilma e retornou imediatamente a Brasília.

Que polícia queremos?

O Instituto Sou da Paz realiza hoje, às 19h, na Faculdade de Direito da USP, em São Paulo, a segunda aula pública sobre a polícia no Brasil. “Que polícia queremos?”, é a pergunta que orienta a discussão. A aula ficará a cargo de Oscar Vilhena Vieira, da Escola de Direito da FGV.

Tucano desafia Collor no Facebook

O governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB), e o senador Fernando Collor (PTB) trocaram farpas via Facebook, nesta semana. Vilela desafiou Collor, “pela enésima vez”, a mostrar aos alagoanos se, como governador e presidente, realizou “ao menos 10% do que o meu governo fez”. O senador considerou o desafio “ridículo” e chamou Vilela de “tartaruga”.

Ex-presidente diz que Vilela “faz cortesia com chapéu alheio”

Collor disse que Vilela queria comparar os seus dois anos no governo (de 1987 a 1989) com os oito anos do governo Lula e Dilma. “Sim, porque seu governo só sabe fazer cortesia com chapéu alheio. Faz propaganda enganosa ao utilizar as obras federais no Estado, como se fossem de seu governo sonolento e omisso. Acorda e vai trabalhar”, atacou.

Mark Pieth, presidente do Comitê de Governança Independente da Fifa, sobre patrocinadores da Copa do Mundo que temem as manifestações no Brasil: “Eles se deram conta de que comprar (patrocinar) tal evento pode também se tornar uma desvantagem, caso seu nome esteja constantemente associado na televisão com a revolta popular"

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