Haddad diz que corrupção na Prefeitura de São Paulo pode ter mais envolvidos

Por iG São Paulo |

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Quatro auditores da Subsecretaria da Receita foram presos acusados de desvio de R$ 200 milhões em três anos

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, disse nesta quinta-feira (31) que a operação deflagrada pelo Ministério Público e Controladoria-Geral do Município, que detectou fraude no recolhimento do Imposto Sobre Serviços (ISS) na gestão de Gilberto Kassab (PSD), ocorreu porque sua administração criou os instrumentos para que isso fosse feito. Ao elogiar a sua gestão, Haddad aproveitou para criticar seu antecessor. "Nós modernizamos a máquina em pouco tempo. Esse procedimento não existia na gestão anterior", disse, referindo-se à criação da Controladoria-Geral do Município.

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Quatro funcionários da Subsecretaria da Receita da prefeitura de São Paulo foram presos, acusados de desvio de R$ 200 milhões nos últimos três anos. As detenções decorreram de uma operação deflagrada pelo Ministério Público Estadual, após investigação feita em conjunto com a Controladoria-Geral do Município de São Paulo. Para Haddad, o número de pessoas presas pode não ficar apenas nos quatro detidos na quarta-feira. “Eles podem dar detalhes e isso expandir a rede. Além disso, vamos chamar as empresas, porque elas têm que prestar esclarecimentos sobre as condições em que se submeteram a essa prática”, disse sem citar os nomes das empresas envolvidas.

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Haddad afirmou que a investigação sobre fraudes pode não se limitar a quatro presos

Sem citar nominalmente Gilberto Kassab, Haddad disse que a gestão anterior tinha um número muito maior de escândalos. "A Prefeitura de São Paulo só no ano passado teve dois escândalos, o do Aref e o do Ronilson, que não foi investigado, quantos mais?", questionou.

Os casos citados pelo prefeito são o do ex-diretor do Departamento de Aprovações (Aprov), Hussain Aref Saab, suspeito de enriquecimento ilícito pelo desvio de R$ 70 milhões - ele adquiriu 125 imóveis à frente do cargo, entre 2005 e 2012. E de Ronilson Bezerra Rodrigues, ex-subsecretário municipal de Finanças, que foi preso na quarta-feira acusado de integrar uma quadrilha que cobrava propina para liberar empreendimentos mobiliários da capital. As fraudes foram cometidas entre 2007 e 2012, durante a gestão Kassab.

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Além de Rodrigues, foram presos o ex-diretor de arrecadação da secretaria Eduardo Horle Barcellos e os auditores Luis Alexandre Cardoso Magalhães e Carlos Augusto di Lello Leite do Amaral. Apenas entre outubro de 2010 e o fim de 2012, agentes do Ministério Público Estadual e da Controladoria têm indícios do pagamento de R$ 200 milhões de propina aos servidores.

Para efeito de comparação, no "caso Aref" o dano estimado ao erário público foi de R$ 50 milhões, ou um quarto do dano causado pela quadrilha que fraudava o recolhimento do ISS, entre os anos de 2005 e 2012.

Segundo Haddad, as empresas também serão chamadas para prestar esclarecimentos. Ele, no entanto, não citou quais seriam as empresas envolvidas. O prefeito garantiu que trabalha para conseguir recuperar os recursos desviados. "Os bens (dos acusados) já estão todos bloqueados."

Haddad participou, ao lado do governador Geraldo Alckmin, e da ministra da Cultura, Marta Suplicy, da apresentação do projeto de lei que cria a Empresa de Cinema e Audiovisual de São Paulo (SPCine). Cada esfera de governo fará um aporte anual de R$ 25 milhões. Segundo prefeito, o Orçamento de 2014 já conta com esse aporte. O projeto será encaminhado, posteriormente, à aprovação da Câmara Municipal. "A aprovação deve sair em 30 dias", estimou Haddad.

Com Agência Estado e Agência Brasil

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