Em tour por cidades paulistas, Aécio Neves critica 'desgoverno' do PT

Por Agência Estado |

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Pré-candidato à Presidência faz périplo por cidades do interior de São Paulo e intensifica articulações para vencer disputa com José Serra pela indicação

Agência Estado

O senador mineiro Aécio Neves, presidente do PSDB e pré-candidato à Presidência, criticou severamente o PT e o governo Dilma ao visitar neste sábado (26) a cidade de Presidente Prudente, no oeste paulista.

"Está na hora de encerrar o desgoverno do PT e colocar novamente o PSDB no governo. Há pesquisas que mostram que mais de 60% da população não quer a reeleição da presidente Dilma. As pessoas querem mudanças, sem a continuidade do PT", atacou em entrevista, sem citar a origem da pesquisa.

De olho nas eleições, o senador iniciou um périplo por cidades paulistas. Na sexta-feira, Aécio visitou a região de Ribeirão Preto. Em Presidente Prudente, participou do evento Momento Brasil, promovido por diretórios regionais do PSDB na Faculdade Toledo, com participação de ao menos 300 pessoas.

O tucano reconheceu que a "economia de consumo", incentivada pelo governo, foi "importante em determinado momento". Sobre a disputa com José Serra, que também postula a candidatura à Presidência, o senador, mineiramente, preferiu elogiar o ex-governador paulista.

"Serra é qualificado, é um privilégio tê-lo nos quadros do partido e também nos ajudando", acrescentando que o PSDB fará a escolha da chapa no começo do ano que vem. "Há uma agenda para a indicação da candidatura, até março será tomada a decisão. Não antecipo decisões", avisou. Ele disse também que não tem preferência por nomes para ser o candidato a vice-presidente.

Falando como candidato, Aécio disse que um eventual governo dele irá priorizar o combate à inflação. "A taxa de 6% é alta, o Brasil só cresce 2,5% ao ano, e os investidores, como percebi em Nova York, estão pessimistas e sem confiança no Brasil", afirmou.

Segundo ele, o PSDB vai lançar, até o final deste ano, uma agenda para o futuro, com propostas e desafios a serem superados pelo Brasil nas próximas décadas.

"Até porque a agenda que está hoje em curso no Brasil foi a proposta pelo PSDB lá atrás. A agenda da estabilidade monetária, da Lei de Responsabilidade Fiscal, dos programas de transferência de renda, da modernização da nossa economia, com a privatização de determinados setores. O PT não inovou, não trouxe uma nova agenda", disse.

Segundo o tucano, a nova agenda do PSDB buscará o fortalecimento de Estados e municípios, "hoje abandonados pelo governo federal nos investimentos essenciais à população nas áreas da saúde, educação e segurança". Ele defendeu um modelo de desenvolvimento que favoreça a retomada do crescimento econômico do Brasil e permita aos brasileiros a superação real da pobreza. "Uma proposta que passe pelo fortalecimento dos municípios e dos Estados, já que a Federação foi destroçada ao longo dos últimos anos."

Manifestações

As manifestações de junho também foram comentadas. "As manifestações foram um alerta para todos os políticos, não apenas para o governo. Devemos receber as manifestações com humildade, as pessoas exigem serviço público de qualidade", afirmou.

Aécio criticou a presidente Dilma Rousseff. "O governo federal não deu respostas às demandas das pessoas".

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