Comissão de Direitos Humanos do Senado acolhe denúncias sobre espionagem

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Segundo a ONG Justiça Global, há um suposto esquema de inteligência que teria sido montado pela Vale S/A para monitorar militantes e entidades que denunciam empresa

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A Comissão de Direitos Humanos do Senado acolheu denúncias feitas pela organização Justiça Global sobre um suposto esquema de inteligência que teria sido montado pela Vale S/A, a maior mineradora de ferro do mundo, para monitorar militantes e entidades responsáveis por denúncias contra a empresa. A comissão prometeu contatar autoridades dos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará e Maranhã para pedir que sejam investigadas as denúncias de espionagem e infiltração em movimentos sociais. A comissão é presidida pela senadora Ana Rita (PT-ES). As denúncias de vigilância e monitoramento foram feitas no dia 18 de março por André Luis Costa de Almeida, ex-funcionário do departamento de Segurança Empresarial da Vale.

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Segundo o ex-funcionário Almeida, que participou da audiência pública, e-mails, planilhas, fotos e notas fiscais em seu poder seriam provas do monitoramento. Ele afirmou que a ONG Justiça nos Trilhos e também jornalistas teriam sido vigiados. Relatou casos de grampos e infiltrações em movimentos. A Justiça nos Trilhos apoia comunidades que dizem ter sido afetadas pela estrada de ferro Carajás, da Vale. Acompanharam a audiência Javier Mujica, da Federação Internacional dos Direitos Humanos, e representantes do Ministério da Justiça e Procuradoria Geral da República.

A Vale respondeu, em nota, que “não reconhece e refuta as denúncias do sr. André Almeida, ex-empregado demitido por justa causa, as quais foram por ele criadas e fortemente divulgadas na mídia para tentar sustentar três reclamações trabalhistas, que somam cifras milionárias”. O Ministério Público Federal do Trabalho determinou o arquivamento da denúncia, diz a Vale. “O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro entregou o caso ao Ministério Público Estadual por não ter encontrado elementos mínimos para dar prosseguimento investigativo na seara federal. O Ministério Público Federal de São Paulo revogou o sigilo do procedimento que estava com ele, por entender que o Sr. André Almeida estava utilizando indevidamente as denúncias e a credibilidade do próprio MPF para alimentar suas milionárias reclamações trabalhistas”, informa a nota.

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