Lindbergh admite palanque divido para atrair PSB no Rio

Por Marcel Frota e Nivaldo Souza - iG Brasília |

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Pré-candidato do PT ao governo fluminense diz que apoiaria postulante ao Senado pela legenda de Eduardo Campos, mas garante que só pedirá votos para Dilma

O pré-candidato do PT ao governo do Rio de Janeiro, Lindbergh Farias, diz não ver problemas que sua chapa acabe dividida como forma de atrair o apoio do PSB. Ele garante que só pedirá votos para a presidente Dilma Rousseff (PT), mas considera normal que o candidato ao Senado em sua chapa faça campanha para Eduardo Campos (PSB), caso consiga negociar uma aliança com os socialistas. Lindbergh revela que vem conversando com diversos nomes do PSB fluminense, inclusive com o ex-jogador e deputado Romário, para tentar engrossar a lista de apoios ao seu nome.

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Lindbergh diz que vem conversando com diversos nomes do PSB fluminense

"Vou tentar trabalhar para fazer uma composição em que se tenha um acordo para o Senado Federal. Sou candidato do PT e apoio Dilma, mas poderia ter um senador que apoiasse outra candidatura", disse Lindbergh ao iG. "O PSB é um aliado do PT (no Rio) ao longo da história", acrescentou ele. O pré-candidato diz ainda que, além do PSB, mantém conversas com outros quatro partidos: PCdoB, Solidariedade, PROS e PDT.

O plano B de Lindbergh, caso não consiga uma aliança com o PSB, é manter uma relação cordial com os socialistas para viabilizar um arranjo num eventual segundo turno. "No PSB não dá para chegar e se colocar. É preciso ir conversando, dialogando o tempo inteiro", declara. O petista também tem olhar cuidadoso ao falar sobre Miro Teixeira (PROS) no sentido de manter uma boa relação para garantir apoio no segundo turno. "O Miro é um grande quadro no Rio de Janeiro", resume ele.

Leia também: Lindbergh traça plano para atrair PRB e PROS no Rio de Janeiro

Voto evangélico

Lindbergh diz que sua ideia é buscar a formação de um conjunto de forças que atue como "alternativa ao PMDB e a (Anthony) Garotinho (PR)". Ao falar do ex-governador, Lindbergh não esconde que tem dirigido atenção especial ao voto evangélico. Ele chegou a participar de cultos evangélicos no Rio e tem mantido relação cordial com o pastor Silas Malafaia. "O voto evangélico é muito importante", resume o senador, que calcula que esse segmento responda por 35% do eleitorado no estado.

Na busca pelo voto evangélico, o petista afirma que tentará uma aproximação com o ministro da Pesca e pré-candidato do PRB, Marcelo Crivella. "Queria muito atrai-lo", resume. Ele reconhece, entretanto, que é preciso dialogar sem pressa, já que Crivella tem garantido que não abrirá mão de sua postulação.

Pezão

Além de propor que o PT entregue imediatamente os cargos que têm na gestão de Sergio Cabral (PMDB), Lindbergh mira no apadrinhado e sucessor que o governador sonha em emplacar, o vice-governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). Argumenta que Pezão não pode ser colocado como uma alternativa nova ao dizer que o peemedebista está "há anos no governo".

Lindbergh lembra que o vice-governador participou da gestão de Rosinha Garotinho como secretário de Governo de 2005 a 2006, antes do atual envolvimento no governo do Rio. "Ele vai dizer que não tem nada a ver com que está aí? Que é novo?", questiona o petista. O discurso de Lindbergh tem caráter preventivo, uma vez que ele reconhece que seus adversários procurarão vincular sua imagem à atual gestão, lembrando que o PT apoiou, com especial envolvimento do ex-presidente Lula na eleição de Cabral.

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