Observadores políticos avaliam que união da ex-ministra Marina Silva com Eduardo Campos (PSB) possa ter fortalecido novamente desejo do tucano de ser candidato

Brasil Econômico

O anúncio do ex-governador de São Paulo José Serra, no início do mês, de que permaneceria no PSDB – desistindo da ideia de se lançar candidato à presidência da República pelo PPS -, não encerrou a novela sobre sua possível candidatura. Tucanos que conversaram recentemente com o ex-governador e com o senador paulista Aloysio Nunes avisam: Serra tem mandado recados de que vai querer prévias no partido para a escolha do candidato à presidência. Pode ser que lá na frente, dependendo do quadro político, mude de opinião. Mas, no momento, é essa a sua disposição. Observadores políticos avaliam que a união da ex-ministra Marina Silva, da Rede, com Eduardo Campos (PSB) possa ter fortalecido novamente o desejo de Serra de ser candidato.

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Mosaico: Denúncias de desvios na Igreja Mundial derrubam religiosos

Para seus aliados, Serra ainda é o nome mais forte para contrapor-se à dupla Eduardo-Marina e garantir a ida ao segundo turno contra Dilma.O fato de aparecer em uma das simulações de recente pesquisa do Datafolha com 25% das preferências, atrás de Dilma, com 40%, e Eduardo Campos, com 15%, estimulou ainda mais o ex-governador. Contra Dilma e Campos, o senador mineiro Aécio Neves – o nome mais forte hoje dentro do partido para ganhar a vaga -, também aparece em segundo, mas com 21%. Ao anunciar a permanência no PSDB, Serra afirmou que sua prioridade é "derrotar o PT". Não mencionou se pretendia indicar seu nome no partido para a disputa. Avaliou-se que ele entenderia o fato de, neste momento, Aécio ser o nome com maior apoio interno. Conseguiu, afinal, a aprovação dos 27 diretórios tucanos. Aloysio Nunes havia dito que a candidatura de Serra não estava descartada, mas ressaltava que não haveria disputa interna.

Nova denúncia na Mundial

Um importante dirigente da Igreja Mundial do Poder de Deus alertou a instituição sobre um integrante que teria tentado trazer US$ 1,1 milhão de Angola para o Brasil com o objetivo de comprar uma casa em Alphaville, condomínio de luxo na Grande São Paulo.

Lindbergh defendeu Malafaia

O pré-candidato do PT ao governo do Rio, Lindbergh Farias, que participou de culto com o pastor Silas Malafaia, aproximou-se do religioso quando ele foi criticado por causa de suas posições contra o homossexualismo. O senador o defendeu.

Portos: auxiliares são exonerados

Como a Secretaria dos Portos tem um ministro interino, era esperado que auxiliares diretos do ex, Leônidas Cristino (PSB), fossem mantidos em seus cargos. Mas, ontem, sete deles foram exonerados. Outros devem sair nos próximos dias.

Suiços não descobriram esquema

Foi divulgado ontem que promotores suíços descobriram que a Alstom remeteu dinheiro para duas offshores sediadas no Uruguai, controladas pelos irmãos lobistas Arthur e Sérgio Teixeira. Essa denúncia foi feita por uma testemunha brasileira, em 2009, em reportagem publicada na revista Carta Capital. Os promotores, posteriomente, comprovaram a informação.

Deputado pede punição a reitor da USP

Diante da recusa do reitor da Universidade de São Paulo, João Rodas, em atender à convocação da Comissão de Educação da Assembleia paulista, o deputado Carlos Giannazi (Psol) pediu que ele seja penalizado por “crime de responsabilidade” em razão da ausência “injustificada”. Ele deveria falar sobre denúncias de “perseguições” e um caso de improbidade.

José Mariano Beltrame, secretário de Segurança , ao anunciar punição a responsáveis por atos de vandalismo: “Vamos buscar o enquadramento técnico que o Judiciário aceite e punir essas pessoas.”

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