Governo quer extinguir as Docas e manter só uma no País

Por Brasil Econômico - Gilberto Nascimento |

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Hoje, oito companhias administram 18 dos 34 portos brasileiros; mudança visa modernizar gestão

Brasil Econômico

O governo estuda o fim das oito Companhias Docas do País, que administram 18 dos 34 portos brasileiros. Pretende ter uma, apenas, para administrar o setor. Essa é uma das mudanças pretendidas no projeto de modernização da infraestrutura e gestão dos portos. O economista e ex-secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda Antonio Henrique Pinheiro Silveira, nomeado interinamente pela presidente Dilma para comandar a Secretaria Especial de Portos, não é da área, mas participou da formulação do projeto de lei de regulamentação do setor. O novo ministro dos Portos terá um papel importante no processo de concessão e renovação de 52 terminais no País. Não se sabe quanto tempo Silveira ficará no posto. Pode ser até o final do ano.

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Santa Catarina: Área pública de porto foi cedida a empresas

É esperada uma reforma ministerial e o PT e o PMDB se movimentam em busca da vaga. O ex-ministro Leônidas Cristino (PSB), que saiu recentemente, era da cota dos irmãos cearenses Cid e Ciro Gomes. O processo de concessão e renovação de arrendamento de portos tem causado polêmica. Contratos firmados antes de 1993, anteriores à nova lei dos portos, estão sendo encerrados. Várias empresas querem a renovação automática. Argumentam que a lei dá esse direito. O Congresso havia concordado e incluiu a autorização em uma medida provisória, mas a presidente Dilma vetou. Agora, cerca de 20 empresas entraram com ações na Justiça. "Vai ocorrer uma judicialização do processo. E isso não é bom para ninguém. Nem ao governo. Vai impedir o desenvolvimento do sistema portuário", diz Wilen Manteli, presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários.

PMDB nega que Skaf procurou Campos

O presidente do PMDB paulista, Baleia Rossi, diz não ter fundamento informações de que Paulo Skaf, pré-candidato do partido ao governo de São Paulo, teria oferecido palanque a Eduardo Campos. Ele garante que o partido está com Dilma.

PSB não sai de prefeitura

A decisão do PSB de entregar os cargos ao governo federal não surtiu efeito na prefeitura paulistana, comandada pelo petista Fernando Haddad. A possível saída de Eliseu Gabriel da Secretaria de Desenvolvimento tem a ver com o desejo dele de ser candidato a deputado federal.

Boleiro candidato a prefeito

O ex-jogador de futebol Flávio Conceição, ex-Palmeiras, Borussia, Real Madri e Seleção Brasileira, se filiou ao PTB. Conceição diz que seu sonho é ser prefeito de Nova Odessa (SP). Lá, é dono do Nova Odessa Atlético Clube.

Movimento quer Erundina candidata

Simpatizantes da deputada federal Luiza Erundina iniciaram uma campanha para que ela seja candidata do PSB ao governo de São Paulo. Perto de completar 79 anos, a ex-prefeita de São Paulo diz que não pleitea a candidatura e que é precipitado falar em nomes nesse momento de união do PSB com a Rede, de Marina Silva. Ela não descarta a ideia, embora ressalte não estar em uma fase da vida para entrar em aventuras.

Ex-prefeita defende um programa “não só para a disputa eleitoral”

Erundina deixa bem claro, no entanto, que pretende trabalhar ativamente na construção das candidaturas do PSB em São Paulo e no País. Ela defende a necessidade de construir um programa “que não se restrinja apenas à disputa eleitoral”e seja “dialogado com movimentos sociais e populares”. No ato em que anunciou sua filiação ao PSB, Marina Silva demonstrou carinho pela antiga companheira dos tempos de PT, a quem chamou repetidas vezes de “Erô”.

Rodrigo Janot, procurador-geral da República, ao propor a perda de mandato para quem mudar para um novo partido: "O fato da criação de nova legenda não constitui motivo para admitir situação de instabilidade política ampla e irrestrita”

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