Lula sobre Bolsa Família: 'Disseram que estava criando exército de vagabundos'

Por iG São Paulo |

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Ex-presidente criticou a cobertura da imprensa, exaltou as conquistas sobre os avanços na mobilidade social, mas evitou falar sobre a aliança Campos-Marina

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitou responder a perguntas sobre a aliança da ex-senadora Marina Silva e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, nesta quinta-feira (10) ao participar da 3ª Conferência Global sobre o Trabalho Infantil, mas usou o seu discurso para criticar a cobertura da imprensa e exaltar os avanços do seu governo quando o "Brasil viveu o maior processo de mobilidade social".

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O ex-presidente também falou de sua sucessora. Disse que Dilma conseguiu ampliar os valores básicos do Bolsa-Família, programa chamado por ele de "maior distribuição de renda do mundo", mas que enfrentou o preconceito da sociedade para ser implantado. "Disseram na minha cara que estávamos criando um Exército de vagabundos", reclamou.

Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Lula disse que quando o governo "dá para os ricos é investimento, para os pobres é gasto"


Ao falar de preconceito, o ex-presidente disse que quando o governo "dá para os ricos é investimento e para os pobres é gasto". Ele lembrou que também sofreu críticas por colocar a mulher como beneficiária do programa. Para o ex-presidente, o programa era incompreendido. Ele citou o episódio de clonagem de 80 carnês e disse que a imprensa explorou a fraude no Bolsa Família em suas manchetes. "Muitas vezes as coisas secundárias são tratadas de forma sensacionalista", afirmou o ex-presidente.

Em sua declaração, Lula disse que o Brasil acumulou enorme passivo de injustiças e desigualdades e que não se pode cobrar apenas da presidente Dilma. "É responsabilidade de todos nós", afirmou. Lula disse que os pobres se submetem a "coisas proibidas e ilegais" para levar comida para casa, mas que o governo está atuando para erradicar a pobreza. Uma das ações, de acordo com ele, são as políticas de erradicação do trabalho infantil.

"Certamente ainda não conseguimos fazer tudo. Não conseguimos resolver os desmandos de cinco séculos em uma década", disse. Ele afirmou que, "conhecendo a alma de Dilma", no próximo encontro sobre trabalho infantil o Brasil será um dos países que "mais continuam reduzindo" esse tipo de atividade.

Com Agência Estado

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